HRT identifica potencial para 28 bi de boe na Namíbia

A HRT informou ainda que o processo de venda de participação em blocos da Namíbia pela companhia já teve mais de dez interessados

São Paulo - A HRT identificou em suas concessões na Namíbia um potencial de recursos de aproximadamente 28 bilhões de barris óleo equivalente, informou a empresa em apresentação nesta sexta-feira.

A companhia assinalou em teleconferência o "mapeamento geológico dos blocos com novos dados e identificação e avaliação de 7 grandes prospectos com recursos prospectivos não-riscados P(10) de aproximadamente 28 bilhões boe".

O potencial preliminarmente estimado é relevante, mas não se trata de reserva comprovada. E o volume total pode, portanto, ser menor.

"Estamos muito satisfeitos com os últimos acontecimentos e a meta agora é reduzir o risco regulatório com melhores sísmicas e também reduzir os custos de exploração", disse o presidente da HRT, Marcio Mello, durante a teleconferência.

A empresa possui participação em 12 blocos no país africano.

A perfuração em blocos na Namíbia deve começar no fim de 2012 ou início de 2013, disse o presidente da subsidiária HRT América, Wagner Peres, também durante a teleconferência com analistas para detalhar resultados da companhia no primeiro trimestre.


A empresa obteve seu primeiro lucro trimestral de sua história em 2012. Nos três primeiros meses do ano, a empresa obteve um resultado líquido de 53,3 milhões de reais, revertendo prejuízo de 13,9 milhões de reais registrado no mesmo período de 2011.

Venda de participação

A HRT informou ainda que o processo de venda de participação em blocos da Namíbia pela companhia já teve mais de dez interessados.

"Procuramos um parceiro estratégico para nos ajudar a desenvolver todo o potencial de produção existente", disse Mello.

A empresa também informou que conseguiu a prorrogação dos prazos de seus blocos exploratórios Namíbia até 2015.

A HRT opera de 21 blocos ns bacia do Solimões, no Amazonas, onde possui 55 por cento de participação (45 por cento foram vendidos recentemente para a TNK-BP). Segundo a companhia, oito poços foram perfurados nos primeiros 12 meses de operação.

Mas o cronograma de perfuração da empresa no Amazonas poderá sofrer atrasos por conta do excesso de chuvas na região. Segundo Mello, o Rio Solimões vive uma cheia recorde e isso dificulta a logística na região.

Com as notícias e após a divulgação do lucro, as ações da companhia avançavam 4,97 por cento por volta das 14h, mas chegaram a subir mais de 5 por cento no fim da manhã.

A receita líquida da empresa ficou em 3,150 bilhões de reais, ante 299 milhões de reais apurados um ano antes.

E a empresa possui atualmente 1,9 bilhão de reais em caixa para fazer frente às necessidades de investimentos.

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