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Fyffes oferece à Chiquita fatia maior de empresa da fusão

Participação da Chiquita aumentará para 59,6 por cento ante 50,7 por cento da empresa combinada

Bananas: empresa resultante da fusão teria uma participação de 14% no mercado global (Bloomberg)

Bananas: empresa resultante da fusão teria uma participação de 14% no mercado global (Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 26 de setembro de 2014 às 08h15.

Dublin - A produtora irlandesa de bananas Fyffes acordou o aumento da fatia da rival norte-americana Chiquita na empresa resultante da fusão entre ambas, conforme divulgado pelas companhias em comunicado conjunto nesta sexta-feira, em uma aparente tentativa de evitar um negócio rival.

De acordo com a proposta revista, aprovada pelo Conselho das duas partes, a participação da Chiquita aumentaria para 59,6 por cento ante 50,7 por cento da empresa combinada, que seria avaliada em pouco menos de 976 milhões de euros, com base nos preços de fechamento na véspera para as duas empresas.

A Chiquita também mantém conversas com a fabricante brasileira de sucos Grupo Cutrale e com o Safra, grupo bancário e de investimento, que fizeram uma proposta de 611 milhões de dólares pela Chiquita.

"Estamos satisfeitos com o aumento de valor que estes termos melhorados para a Chiquita trazem para os nossos acionistas", disse o presidente-executivo da Chiquita, Ed Lonergan.

A empresa resultante da fusão teria uma participação de 14 por cento no mercado global de bananas, ganhando influência significativa na negociação com os varejistas.

A Chiquita e a Fyffes planejam adiar reuniões de acionistas para aprovar o acordo revisto até o final de outubro, disse o comunicado.

Os termos revisados ​​aumentam a taxa de rescisão que poderá ser paga à Fyffes para 3,5 por cento ante 1 por cento do valor total do capital social emitido da Chiquita.

A Chiquita e a Fyffes, que competem com a Fresh Del Monte e a Dole Food Company, do Havaí, estão a caminho de garantir a aprovação condicional da União Europeia para sua associação, segundo fontes disseram à Reuters nesta semana.

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