Negócios

Fundos dos EUA dizem que fraude na Petrobras é incontestável

Fundos que processam a Petrobras nos Estados Unidos afirmaram que a fraude na empresa é "incontestável"


	Petrobras: advogados de investigadores pediram julgamento sumário de algumas acusações, alegando que fraude é incontestável
 (Pedro Lobo/Bloomberg News)

Petrobras: advogados de investigadores pediram julgamento sumário de algumas acusações, alegando que fraude é incontestável (Pedro Lobo/Bloomberg News)

DR

Da Redação

Publicado em 29 de junho de 2016 às 08h21.

Nova York - Os fundos que processam a Petrobras em Nova York acusaram a empresa de ser responsável por um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais dos Estados Unidos.

Com evidências de um escândalo de corrupção "esmagador e sem precedentes", os advogados dos investidores entregaram documentos ao Tribunal de Nova York pedindo que o juiz responsável pelo caso, Jed Rakoff, faça o julgamento sumário de algumas acusações contra a empresa brasileira, alegando que o esquema de fraudes é incontestável.

Rakoff recebeu, entre segunda e ontem, cerca de 50 documentos, incluindo o depoimento da ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca.

Os documentos foram entregues tanto pelos fundos que processam a Petrobras quanto pelos réus nos processos, que incluem subsidiárias internacionais da empresa, bancos que cuidaram de emissões de papéis e funcionários, como os ex-presidentes Graça Foster e José Sergio Gabrielli.

O juiz marcou uma audiência para 5 de agosto, em Nova York, que vai anteceder o julgamento, previsto para 19 de setembro. Rakoff negou o pedido da Petrobras para adiar a data.

Os fundos, por meio do escritório Pomerantz, afirmam que os depoimentos de ex-funcionários da Petrobras e outras provas, como os balanços da companhia, permitem concluir que as acusações de corrupção não podem mais contestadas.

Os advogados ressaltam que não é preciso apresentar mais provas sobre a culpa da Petrobras ou tomar novos depoimentos. Segundo eles, após as sentenças do juiz Sergio Moro, várias delações premiadas e outras "evidências avassaladoras" de fraude, a companhia não pode mais negar o esquema.

Outro lado

Os réus que fazem parte dos processos de fundos movidos contra a Petrobras em Nova York, apresentaram defesa à Justiça americana. O grupo afirmou que a petroleira foi vítima de um cartel formado por construtoras, políticos e alguns funcionários.

Em documentos enviados ao juiz Jed Rakoffm, responsável pelo caso, em Nova York, ex-funcionários afirmam não ter participado do esquema nem ter conhecimento de irregularidades.

Em um dos documentos, o ex-diretor financeiro, Almir Barbassa, diz que não há evidências de que ele e outros acusados sabiam das fraudes.

Graça Foster mencionou "nunca ter aceitado propina" ou ter "pessoalmente se beneficiado" da corrupção na empresa. A PwC, que auditou balanços, e bancos que cuidaram da emissão de papéis da estatal, como HSBC, JPMorgan, Citibank e BB Securities, também afirmaram que não tinham conhecimento das irregularidades.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoIndústria do petróleoPaíses ricosEstados Unidos (EUA)FraudesCombustíveisProcessos judiciais

Mais de Negócios

Prefeito de Porto Alegre busca apoio para manter South Summit na capital gaúcha após 2027

Famílias do agro e das joias investem em prédios de luxo de R$ 1,3 bi no litoral de SC

Após abandonar o direito, ele transformou delivery de sushi em rede que vai faturar R$ 66 milhões

O plano da maior fabricante de Coca-Cola no mundo para crescer 20% com a Copa no Brasil