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Fintech argentina capta R$ 70 milhões e mira expansão no Brasil

Aporte liderado pela Tether será usado para ampliar a atuação na América Latina, com foco no Brasil e integração com sistemas locais de pagamento

Edwin Rager, CSO da belo, Manuel Beaudroit, CEO, e Rafael de Ambrosi, CFO (Divulgação)

Edwin Rager, CSO da belo, Manuel Beaudroit, CEO, e Rafael de Ambrosi, CFO (Divulgação)

Bianca Camatta
Bianca Camatta

Freelancer em Negócios

Publicado em 29 de abril de 2026 às 09h00.

A belo, fintech argentina de pagamentos internacionais baseada em cripto, acaba de anunciar um aporte de US$ 14 milhões (cerca de R$ 69,9 milhões) em uma rodada de Série A liderada pela Tether.

A rodada também contou com a participação de Titan Fund, The Venture City, Mindset Ventures, G2 e outros investidores que acompanham a empresa desde 2021.

Com o investimento, a startup fundada na Argentina vai expandir a operação na América Latina, com foco em países como México, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai, além de ampliar a presença no Brasil, considerado um mercado estratégico.

“Chegamos a essa rodada com três anos de operação lucrativa e um produto que as pessoas usam no dia a dia. Encontramos um parceiro que entende o que estamos construindo e para quem. Esta rodada não é para viabilizar o negócio. É para escalá-lo”, afirma Manuel Beaudroit, CEO da belo.

Crescimento na América Latina

O capital será direcionado para acelerar a expansão da belo na América Latina e fortalecer sua infraestrutura, com foco na integração com sistemas locais de pagamento, obtenção de licenças regulatórias e aprimoramento do produto para diferentes perfis de usuário.

“A entrada da Tether agrega um componente estratégico relevante, com acesso a liquidez, infraestrutura e conexões dentro do ecossistema cripto, o que potencializa a capacidade de crescimento da empresa”, afirma Beaudroit.

O Brasil também está entre os focos da empresa. “O Brasil é um dos nossos principais mercados, tanto pelo tamanho quanto pelo alto nível de adoção de soluções financeiras digitais”, diz.

Para consolidar a atuação no país, a belo pretende adaptar produtos com foco no comportamento local, crescer a base de usuários e avançar na regulamentação.

A belo também deve levar o mesmo produto para o B2B, o que deve impulsionar a chegada de novos clientes no B2C.

A startup não abre a expectativa de crescimento, mas reforça que o foco está em escalar.

“A combinação entre expansão geográfica, aumento dos casos de uso, incluindo B2B, e fortalecimento da infraestrutura deve impulsionar o volume transacionado e, consequentemente, a receita”, afirma Beaudroit.

A história da belo

A belo nasceu em 2021, na cidade de Buenos Aires, com uma tese clara: resolver a fragmentação entre sistemas financeiros de países da América Latina, com foco no consumidor final.

“A ideia é permitir que o usuário receba do exterior, utilize localmente e transite entre moedas dentro de um único fluxo”, diz.

Na prática, a belo funciona como uma carteira global, que integra diferentes sistemas de pagamento e moedas em uma única plataforma.“O usuário pode receber recursos do exterior, incluindo dólares digitais, e utilizá-los localmente por meio de sistemas como o Pix no Brasil ou equivalentes na região, sem precisar recorrer a múltiplos serviços”, afirma.

Por trás desse modelo está uma infraestrutura que combina stablecoins — criptomoedas projetadas para manter um valor estável — com integrações aos sistemas financeiros locais, permitindo que as transações cruzem fronteiras com menos intermediários. "Isso reduz custos, aumenta a previsibilidade dos valores e torna o processo mais ágil em comparação aos meios tradicionais de transferência internacional", diz.

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