Negócios

Fiat negocia compra de parte da Chrysler

Empresa italiana quer usar fábricas e rede de concessionárias da americana para ganhar presença nos EUA

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

A Fiat negocia a compra de parte da montadora americana Chrysler, segundo reportagem publicada pelo Wall Street Journal, que não cita a fonte da informação. A empresa italiana teria interesse em começar a produzir carros pequenos e menos poluentes nos Estados Unidos e poderia utilizar as plantas e a rede de distribuição da Chrysler. Ainda dentro do acordo, a Fiat poderia partilhar com a montadora americana sua tecnologia de motor e câmbio.

Há vários meses a Fiat busca um parceiro para lançar o modelo 500 e relançar a marca Alfa Romeo nos Estados Unidos. As dificuldades da Chrysler, que recentemente foi beneficiada por um pacote de ajuda do governo dos EUA que incluiu também a General Motors, podem ter criado uma motivação adicional para a conclusão da parceria entre as duas empresas. Ainda há dúvidas, porém, se seria possível vender os carros da Fiat na rede de concessionárias da Chrysler. Executivos das empresas não se pronunciaram oficialmente sobre a reportagem.

No final do ano passado, o presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, já havia dito que a empresa é muito pequena para sobreviver à crise sem uma fusão que lhe permita mais do que dobrar a capacidade de produção, para algo em torno de 6 milhões de veículos por ano. A especulação até agora era de que a Fiat vinha buscando uma fusão com a francesa Peugeot. Já a Chrysler teria negociado com a GM e também com o grupo Nissan-Renault, comandado pelo brasileiro Carlos Ghosn. Nenhum desses rumores já foi confirmado.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Negócios

Com atração internacional, Camarote Salvador quer movimentar R$ 210 mi em 2026

Ele vai fazer R$ 70 milhões com produtos de beleza sem 'combater' o envelhecimento

Ela vendeu sua empresa por US$ 100 milhões — e repetiu o sucesso com outra marca

Eles começaram reformando móveis achados na rua — e hoje já lucraram mais de US$ 1 milhão