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Executivo da Audi cita "efeito" da Copa para investir

Presidente mundial da Audi declarou que, dentre os membros do Bric, o Brasil tem "relativamente uma alta renda per capita"


	Audi Q3: companhia vai iniciar em 2015 a produção dos modelos Q3 e A3 Sedan em São José dos Pinhais, no Paraná
 (Divulgação)

Audi Q3: companhia vai iniciar em 2015 a produção dos modelos Q3 e A3 Sedan em São José dos Pinhais, no Paraná (Divulgação)

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Laís Alegretti

17 de setembro de 2013, 15h21

Brasília - O presidente mundial da Audi, Rupert Stadler, mencionou "o efeito positivo" da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016 como fatores que contribuíram para a decisão da companhia de investir 150 milhões de euros na fabricação de veículos no Brasil a partir de 2015.

"Esses dois eventos envolvem investimentos do governo brasileiro de mais de 12 bilhões de euros em aeroportos, sistemas de transporte e telecomunicações", disse nesta terça-feira, 17, no Palácio do Planalto. A companhia vai iniciar em 2015 a produção dos modelos Q3 e A3 Sedan em São José dos Pinhais, no Paraná.

"Percebemos claramente a motivação política e o estímulo para continuar a modernizar a infraestrutura e o país", disse, acrescentando que é especialmente interessante que a malha viária deva dobrar de extensão. Antes disso, agradeceu à presidente Dilma Rousseff e ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Stadler declarou, ainda, que dentre os membros do Bric (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil tem "relativamente uma alta renda per capita". Citou que o país é rico em produtos agrícolas, em minério bruto e que tem atingido "altos índices de crescimento" nos anos mais recentes.

Conteúdo nacional

O vice-presidente mundial de compras da Audi, Bernd Martens, detalhou que a taxa de conteúdo nacional do A3 Sedan será de 30% a 35%. "Queremos comprar vários componentes localmente." Ele relatou que os gerentes de compra estão atuando e que usarão benefícios de cooperação com o Grupo Volkswagen, que está no Brasil há 60 anos.

Martens afirmou que a demanda mais forte no Brasil é pelos modelos A3 e Q3. "Com o modelo de SUV popular, o Audi Q3, identificamos um potencial de mercado com bastante espaço para ser explorado." Ele acrescentou que a empresa vende o Q3 na versão TSFI quattro 2.0 e avalia a possibilidade de oferecer uma versão total flex 1.4 movida a gasolina ou etanol.

Concessionárias

O CEO da Audi Brasil, Jörg Hofmann, informou que atualmente existem 30 concessionárias no Brasil e a meta é dobrar esse número até 2020. "Queremos abrir essas concessionárias adicionais com parceiros existentes, testados e aprovados." Como consequência, segundo ele, o número de funcionários nas revendas da Audi "aumentará significativamente".