Negócios

Europeus rejeitam proposta de reajuste da Vale do Rio Doce

De acordo com a Eurofer, confederação que representa as siderúrgicas da União Européia, mineradora brasileira estaria pedindo 90% de aumento para o minério de ferro

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

Maior fornecedora mundial de minério de ferro, a Companhia Vale do Rio Doce terá muito trabalho para convencer os europeus a aceitarem sua tabela de preços para 2005. A empresa estaria propondo um reajuste de 90% nos preços, contra o reajuste de 18,6% promovido no ano passado. A Eurofer, confederação que representa praticamente todas as siderúrgicas da União Européia, divulgou nota rejeitando a proposta.

De acordo com o comunicado, o reajuste pedido elevaria em 3 bilhões de dólares os custos de produção das siderúrgicas européias. "Essa proposta é totalmente irracional e desproporcional para um mercado cujas condições não mudaram em relação a 2004", afirma a Eurofer. O Brasil é responsável por metade do fornecimento de minério de ferro para os europeus, impulsionado sobretudo pelos contratos da Vale e de sua subsidiárias.

A Eurofer também criticou a concentração do abastecimento de minério de ferro em torno de poucos fornecedores mundiais. Segundo a entidade, cerca de 70% desse mercado é dominado por apenas três companhias, com destaque para a Vale. "O domínio da Vale sobre o abastecimento de minério de ferro para a Europa é uma das maiores preocupações dos membros da Eurofer", afirma a nota.

De acordo com a entidade, um reajuste dessa magnitude seria repassado para os consumidores de aço, onerando toda a cadeia produtiva de importantes setores europeus, como o automotivo e o de máquinas e ferramentas. Além disso, as siderúrgicas argumentam que o encarecimento do minério de ferro também comprometeria a competitividade do aço europeu no mercado mundial. A Vale informou, por meio de sua assessoria, que não comentará o assunto.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Negócios

Conheça a fabricante de 60 anos no interior de SP que vai faturar R$ 1 bilhão com fitas adesivas

O 4º parque aquático mais visitado do mundo fica no interior de SP e faz R$ 260 milhões; veja lista

Gigante de R$ 8 bilhões, Stefanini cria marca para vender tecnologia a fábricas

Após Choque de Gestão com Monique Evelle, Noiva no Civil muda de loja e vende vestidos de R$ 5 mil