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Em alta no Brasil, Corporate Venture Capital é tema de evento nesta quarta-feira

CVC Summit, promovido pelo Distrito e Cubo Itaú, trará dicas para empresas que desejam investir por meio do CVC e principais tendências para 2023

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CVC Summit: evento debate tendências para modalidade de investimento em startups (Richard Drury/Getty Images)

CVC Summit: evento debate tendências para modalidade de investimento em startups (Richard Drury/Getty Images)

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Maria Clara Dias

Publicado em 14 de dezembro de 2022 às, 06h00.

Última atualização em 14 de dezembro de 2022 às, 12h33.

Nesta quarta-feira, 14, acontece a terceira edição do Corporate Venture Capital Summit (CVC Summit), evento promovido pelo Distrito, plataforma de inovação, e o Cubo Itaú, hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina. A proposta é debater as principais tendências para essa modalidade de investimento em startups, com popularidade crescente no Brasil.

A conferência acontece no prédio do Cubo Itaú, na cidade de São Paulo, e a programação é voltada para empresas que querem investir em startups e procuram meios para entender esse mercado. Entre as empresas envolvidas estão grande corporações com tradição no CVC, como Itaú Unibanco, Via, Vivo, Eurofarma e Wilson Sons, que irão compartilhar suas experiências e dicas para novos investidores.

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Qual será o conteúdo

O CVC Summit contará com painéis sobre histórias de sucesso de grandes empresas que já estreitaram relacionamentos com startups por meio do CVC, além de dicas para planejamento e implementação de veículos próprios de investimentos. Em outra frente, o evento também pretende debater as principais expectativas para o Corporate Venture Capital em 2023.

Em painel sobre tendências para o próximo ano, Rafael Marciano, head de CVC e Open Innovation da Wayra e da Vivo Ventures; Helisson Lemos, Chief Innovation Officer da Via, e Anderson Thees, Venture Capitalist do Itaú Unibanco, analisarão como o cenário macroeconômico deve pesar sobre o CVC no ano que vem, e se essa modalidade continuará seguindo caminhos paralelos ao do venture capital, fortemente impactado pelo cenário de alto de juros e investimentos mais cautelosos.

“Embora a gente tenha visto uma desaceleração dos investimentos dos VCs em startups este ano, o Summit vai mostrar que o mundo dos CVCs tem uma lógica um pouco diferente. As empresas pesam fatores como sinergia ou diversificação de negócios, planos de expansão e geração de valor. Por isso, é importante trocar essas experiências, porque o que funciona para uma exportadora pode não funcionar para uma varejista,” explica Gustavo Gierun, CEO e cofundador do Distrito.

Outro painel detalha a jornada de empresas que buscam investir em startups de fora do Brasil. Nesta discussão, participam investidores que lideraram rodadas em empresas do exterior, como:

  • Erica Menezes, Head of Corporate Venture Capital da Eurofarma;
  • André Porto, Head of Innovation da Wilson Sons;
  • Artur Faria, CEO da Oxygea Ventures

O evento também trará o caso da Money Money Invest, plataforma que conecta pequenas e médias empresas em busca de crédito e investidores. Em março deste ano, a empresa recebeu um aporte de R$ 7 milhões da Randon Ventures.

Como participar

O evento acontecerá na sede do Cubo Itaú, apenas para convidados. Mas interessados também podem acompanhar de maneira remota. Para isso, basta se inscrever pelo link.

O cenário de CVC no Brasil

Mais robustas e numerosas, as iniciativas de investimento privado em pequenas empresas tecnológicas despontam como um caminho viável para grandes corporações que buscam se aproximar de startups em favor da inovação em seus modelos de negócio, e quase metade (49,2%) das grandes companhias brasileiras já possui alguma iniciativa do tipo, segundo relatório da consultoria de inovação ACE Cortex, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).

Trata-se de uma modalidade que tem sido avaliada até mesmo pelas companhias ainda sem familiaridade com o tema, já que ao menos 10% das companhias que afirmam não possuir iniciativas do tipo já pensam em começar os investimentos em um futuro próximo.

Os investimentos das empresas que declararam realizar CVC se concentram em startups ofertantes de soluções ligadas à Indústria 4.0 (14,1%), seguidos por investimentos em soluções de Software as a Service (SaaS), com 11,7% das respostas e greentechs, startups que atuam com sustentabilidade, com 10,9%.

"Ao longo deste ano, acompanhamos diversas organizações brasileiras lançarem seus veículos de CVC. Até julho, já somavam aproximadamente R$ 1,5 bilhão em aportes minoritários para startups de diferentes portes e setores. Estamos muito satisfeitos com essa parceria para oferecer um evento tão relevante e cheio de oportunidades para os players do ecossistema de inovação. Será um prazer receber em nossa casa especialistas que têm tanto a contribuir por meio de suas experiências”, conta Paulo Costa, CEO do Cubo Itaú.

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