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Demissões no unicórnio: Loft manda mais 340 embora; cortes superam 1.100

Empresa de compra e venda de imóveis afirma estar adequando custos e despesas

Escritório da Loft, em São Paulo: mais 340 demissões nesta sexta-feira (Germano Lüders/Exame)

Escritório da Loft, em São Paulo: mais 340 demissões nesta sexta-feira (Germano Lüders/Exame)

Maria Clara Dias
Maria Clara Dias

Repórter de Negócios e PME

Publicado em 3 de março de 2023 às 12h19.

Última atualização em 3 de março de 2023 às 20h17.

A Loft, unicórnio do mercado imobiliário, ampliou os cortes no quadro de funcionários. Nesta sexta-feira, 3, a empresa demitiu 340 colaboradores,  cerca de 15% do quadro de 2.200 pessoas, confirmou a empresa à EXAME.

Esse é o quarto corte substancial na empresa, que passou a demitir de forma escalonada desde junho de 2022. Ao todo, já são mais de 1.100 funcionários deligados desde então. As áreas afetadas vão de operações a tecnologia e jurídico.

"Com este ajuste a Loft segue fortalecida no seu caminho de crescimento com sustentabilidade, buscando atingir o breakeven operacional até o final do ano", afirmou a empresa, em nota.

Segundo a companhia, a decisão vem apoiada na necessidade de "adequar custos e despesas" num contexto econômico local e global mais "desafiador para as empresas de tech do que poderia ter sido previsto".

Os funcionários demitidos terão direito a plano de saúde estendido pelos próximos dois meses, além apoio ao processo de recolocação profissional e facilitação da participação no plano de stock-options, se o colaborador for elegível ao programa.

A Loft já fazia parte de uma extensa lista de startups que decidiram enxugar despesas ao cortar o quadro de funcionários em vista do difícil cenário econômico para as big techs e pequenas tecnológicas. Ao lado dela estão companhias como Ebanx, Olist, QuintoAndar, Facily e, mais recentemente, iFood - que demitiu 355 funcionários na última quarta-feira.

 

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