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DÊ NOME AOS BOIS

Se você está saindo da empresa porque não suportava mais conviver com seu chefe, deve deixar isso claro. Muitas empresas instituíram a entrevista demissional justamente com tal objetivo. No Grupo Algar, por exemplo, elas acontecem desde 1987. Lá, nenhum funcionário se demite ou é demitido sem passar por uma entrevista dessas - a menos que […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 09h27.

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Se você está saindo da empresa porque não suportava mais conviver com seu chefe, deve deixar isso claro. Muitas empresas instituíram a entrevista demissional justamente com tal objetivo. No Grupo Algar, por exemplo, elas acontecem desde 1987. Lá, nenhum funcionário se demite ou é demitido sem passar por uma entrevista dessas - a menos que não queira. "Dessas conversas, colhemos informações importantes para nos aprimorarmos na gestão de pessoas", diz Cícero Penha, vice-presidente de talentos humanos da empresa. Segundo Penha, a transparência faz parte da cultura da Algar e gerentes e diretores encaram as críticas como um instrumento valioso para melhorar seu trabalho.

Agora, se não existe esse recurso na empresa em que você está, o jeito é improvisar. Penha sugere uma conversa com o chefe. "Com a maior calma, exponha seus motivos e explique o que aconteceu", diz. Segundo ele, é conveniente ter uma conversa idêntica com o responsável pelo departamento de pessoal. Vale também escrever uma carta em duas vias - uma para o chefe e outra para o RH. "A pessoa só não deve sair calada porque falar é o único jeito de mudar essa situação", diz Penha. Melhor ainda se, além de críticas, o funcionário fizer sugestões. Aí, com certeza, mesmo estando de saída, vai ganhar vários pontos no currículo. "Profissionais que agem assim mostram que têm ética e ainda deixam as portas abertas."

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