Negócios

Danone planeja fechar três fábricas europeias de lácteos

Companhia fechará fábricas na Itália, Alemanha e Hungria e cortará 325 postos de trabalho para lidar com a queda na demanda


	Iogurtes da Danone: companhia deve 60 por cento de sua receita aos produtos lácteos
 (Divulgação)

Iogurtes da Danone: companhia deve 60 por cento de sua receita aos produtos lácteos (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de junho de 2014 às 08h53.

Paris - A empresa francesa de alimentos Danone disse nesta quarta-feira que planeja fechar três fábricas na Itália, Alemanha e Hungria e cortar 325 postos de trabalho para lidar com a queda na demanda por produtos lácteos frescos.

A maior fabricante de iogurte do mundo, com marcas como Activia e Actimel, deve 60 por cento de sua receita aos produtos lácteos, um setor atingido por um salto nos preços do leite e pelos fracos gastos do consumidor na Europa, atingida por medidas de austeridade.

A Danone informou que vai fechar suas instalações em Casale Cremasco (Itália), Hagenow (Alemanha) e em Budapeste (Hungria) e, gradualmente, transferir a produção para a Bélgica, Polônia e França para tornar seu negócio de lácteos mais competitivo.

O negócio europeu de lácteos frescos da Danone emprega cerca de 9.000 pessoas em 19 fábricas. Enquanto o volume de vendas na Europa mostrou sinais de melhora gradual, houve enfraquecimento do negócio na Itália, Alemanha e Hungria, levando a alguma capacidade excedente, disse a empresa.

"A situação geral na Europa está melhorando, mas temos que lidar com situações locais", disse uma porta-voz da Danone, apontando que as vendas de lácteos frescos na Hungria caíram 20 por cento entre 2011 e 2013.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEuropaFábricasEmpresas francesasDanone

Mais de Negócios

EXCLUSIVO: Marista fatura R$ 2,2 bilhões e vai às compras para superar 100 escolas no Brasil

Economia do frio: quem ganha com o inverno de quase R$ 6 bilhões do Rio Grande do Sul

Grupo familiar de turismo de R$ 2 bilhões lança negócio para conectar agências e fornecedores

O que a dona da Centauro fez para faturar R$ 2,2 bilhões com a Copa do Mundo