Dados geoespaciais: uso de deslocamentos reais ajudou a Veloe a aumentar engajamento e intenção de compra. (HYPR/Divulgação)
EXAME Solutions
Publicado em 12 de março de 2026 às 11h24.
Última atualização em 12 de março de 2026 às 11h48.
Em um mercado cada vez mais disputado, a diferença entre uma campanha eficiente e outra ignorada pode estar fora da tela. Foi apostando nessa lógica que a Veloe reformulou sua estratégia de mídia e registrou um engajamento 76% acima do benchmark do setor ao integrar dados geoespaciais e comportamento físico à segmentação de campanhas. A pesquisa de intenção de compra, realizada após o impacto, retornou uma propensão de aquisição 23% maior no grupo impactado.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a AMPFY e a HYPR, partiu de um diagnóstico claro: comprar mídia não era o problema. O desafio era alcançar consumidores no momento real de intenção — algo que nem sempre aparece nos dados puramente digitais.
No setor de mobilidade, onde o pagamento automático e novos serviços ampliam a concorrência, a relevância deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica para gerar resultado.
Grande parte das estratégias de mídia ainda se apoia em histórico de navegação e comportamento online. O limite desse modelo aparece quando a decisão de compra nasce em outro lugar: na visita a uma concessionária, em uma ida ao centro de distribuição ou na rotina de deslocamentos de um gestor de frota.
Para a Veloe, essa distinção é estratégica. A empresa atua tanto no B2C — falando com motoristas que buscam praticidade — quanto no B2B, onde o público inclui gestores de frota e responsáveis por logística, com rotinas e jornadas muito específicas.
Ao integrar dados de localização a informações empresariais públicas, a tecnologia da HYPR permitiu identificar microcomportamentos associados à intenção. Visitas a concessionárias de caminhões e grandes polos logísticos, por exemplo, passaram a ser considerados sinais.
“Conseguir entregar a mensagem ideal para a pessoa correta, por meio de inteligência de dados, é sempre desafiador, ainda mais trabalhando públicos B2B e B2C. Com a HYPR e o uso de dados contextuais do mundo físico, fomos capazes de comunicar o gestor da frota e também os donos de carros que buscam praticidade no dia a dia”, afirma Vanessa Rissi, superintendente de Marketing, Growth e Experiência na Veloe.
Vanessa Rissi, superintendente de Marketing, Growth e Experiência na Veloe. (HYPR/Divulgação)
Os resultados indicam que o cruzamento entre deslocamento e comunicação aumentou não apenas o engajamento, mas também a propensão à compra.
Em ativações relacionadas à parceria entre Bradesco e Veloe, direcionadas a consumidores que haviam visitado agências físicas do banco, o engajamento foi 19% superior.
Além disso, pesquisa de intenção de aquisição apontou que a estratégia de segmentação baseada em sinais físicos gerou 23% mais chances de conversão em comparação ao baseline.
“Usar esses sinais físicos muda a régua. Conectar dados reais do mundo com intenção de compra é o que aumenta a probabilidade de impacto”, diz Pablo Souza, Head of Sales da HYPR.
Pablo Souza, Head of Sales da HYPR. (HYPR/Divulgação)
Mais do que um case isolado, o movimento reflete uma tendência maior: a insuficiência do digital puro em categorias nas quais a decisão acontece na rua, na estrada ou dentro de uma operação logística.
Ao transformar deslocamento em dado estratégico, a Veloe sinaliza uma mudança na forma como marcas de mobilidade — e possivelmente outros setores — devem pensar mídia nos próximos anos.