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Consórcio brasileiro concorre à ampliação do metrô de Teerã

Um consórcio de cinco empresas brasileiras está participando, com uma companhia iraniana de construção civil, de uma concorrência de 40 km para as linhas do metrô de Teerã, capital do Irã. A operação permite a ampliação da exportação de produtos e serviços brasileiros. As informações, dadas à Agência Brasil, são do presidente da Câmara de […]

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Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2010 às 13h16.

Um consórcio de cinco empresas brasileiras está participando, com uma companhia iraniana de construção civil, de uma concorrência de 40 km para as linhas do metrô de Teerã, capital do Irã. A operação permite a ampliação da exportação de produtos e serviços brasileiros. As informações, dadas à Agência Brasil, são do presidente da Câmara de Comércio Brasil-Irã, Sergio Costa e Silva, que toma posse nesta segunda-feira (14/9) na Associação Comercial do Rio de Janeiro. O consórcio está pré-qualificado nos dois trechos do metrô e na fase final de apreciação do projeto _trilhos, elevadores, escadas-rolantes e bilhetagem.

Para Costa e Silva, a Câmara poderá contribuir para que as exportações brasileiras para o Irã subam nos próximos dois anos para US$ 1 bilhão. Atualmente, o saldo é de US$ 450 milhões, favorável ao Brasil que importou no ano passado do Irã apenas US$ 55 milhões.

Sergio Costa e Silva afirmou que o comércio bilateral abre uma nova alternativa comercial para o Brasil. O Irã já elegeu o país como seu parceiro principal mas o Brasil ainda não compra os produtos iranianos prioritários (petróleo e gás), que respondem por 82,9% da pauta de exportação. A aquisição de petróleo iraniano pelo Brasil poderia diminuir o déficit e contribuir para aumentar as exportações de outros produtos brasileiros, além dos tradicionais soja (45,86%), açúcar (16,37%), milho (6,79%) e carne (2,25%). Na pauta de importação, o principal produto vendido ao Brasil são tapetes, informou.

Entre as ações para o crescimento das exportações de bens e serviços brasileiros para o Irã, Costa e Silva destacou a negociação para venda de ônibus e micro-õnibus pela Marcopolo e a formação de joint-venture envolvendo a companhia brasileira Cross Lander, de São Paulo, para atender à demanda de 4 mil jipes para utilização militar, policial, de bombeiros e ambulâncias pelo Irã.

Além da Petrobras, que já iniciou prospecção de negócios no mercado de petróleo iraniano, a Odebrecht, uma das maiores empresas brasileiras, já tem em operação uma compra de gás através de sua subsidiária Brasken. A companhia está em negociação para participar de um grande projeto de irrigação no norte do Irã, para plantação de pistache, terceiro maior produto de exportação do país. O projeto tem valor de US$ 400 milhões.

Um dos novos negócios da pauta brasileira que se acha em fase adiantada é a exportação de sisal da Bahia, através da Sindifibras. Foi fechada a venda de US$ 1 milhão de sisal para a confecção de tapetes iranianos, existindo perspectiva de novos itens na pauta. Além do frango exportado pela Sadia, a carne brasileira bovina começa também a ter aceitação crescente no mercado do Irã, exportada pelo Estado de Tocantins, disse Sergio Costa e Silva.

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