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Braskem negocia com EUA e pode ter que pagar por acordo

A Braskem informou que começou a negociar com a SEC sobre processo relativo à Lava Jato e que pode ter que pagar para fechar um acordo com o órgão


	Braskem: empresa é alvo de ação coletiva nos EUA, que alega que foram feitas declarações falsas
 (Germano Lüders/EXAME)

Braskem: empresa é alvo de ação coletiva nos EUA, que alega que foram feitas declarações falsas (Germano Lüders/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 3 de outubro de 2016 às 10h14.

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São Paulo - A petroquímica Braskem informou nesta segunda-feira que iniciou discussões com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Securities and Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado de capitais norte-americano) acerca das denúncias de irregularidades surgidas no âmbito da operação Lava Jato.

A petroquímica disse esperar que as discussões resultem em negociações formais de acordo e na resolução das denúncias de irregularidades no âmbito do processo de investigação interna independente instaurado em março de 2015, conforme fato relevante.

Além dos diálogos com o Departamento de Justiça dos EUA e a SEC, a companhia informou que pretende iniciar tratativas simultâneas no Brasil com o mesmo objetivo.

A Braskem disse acreditar que "eventual acordo com as autoridades poderá resultar em obrigações pecuniárias materiais, além de outras possíveis sanções e/ou obrigações de natureza não pecuniária".

A empresa afirmou que "tendo em vista a natureza desse tipo de negociação, não é possível prever a sua duração ou o seu resultado final".

A petroquímica é alvo de ação coletiva nos EUA que alega que a Braskem fez declarações falsas ou deixou de divulgar a existência de pagamentos ilícitos.

*Atualizada às 10h14

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