Disputa bilionária da Vale contra magnata israelense ganha novo capítulo

Mineradora acionou Justiça nos Estados Unidos; disputa envolve 500 milhões de dólares que seriam investidos na mina de Simandou, na Guiné

A mineradora Vale recorreu à Justiça dos Estados Unidos para obter informações de empresas do setor imobiliário em Nova York. A mineradora alega que a família de Beny Steinmetz, magnata israelense dos diamantes, usou dinheiro destinado a um empreendimento de minério de ferro na Guiné de forma indevida, segundo o Financial Times.

A mineradora quer que empresas do setor imobiliário de Nova York disponibilizem informações que, segundo a empresa, poderiam mostrar que Steinmetz fez investimentos em imóveis em Nova York e Chicago, diz o Wall Street Journal. A disputa em questão envolve 500 milhões de dólares que seriam investidos na mina de Simandou, na Guiné.

Segundo o jornal, a Vale alega que entidades ligadas a Steinmetz investiram em 12 propriedades na cidade de Nova York e uma em Chicago através de uma joint venture com o HFZ Capital Group. Em nota enviada à publicação, o HFZ diz que “não tem envolvimento com Benny Steinmetz ou suas empresas” e acusa a mineradora brasileira de “assediar empresas imobiliárias”. Em nota enviada ao WSJ, um porta-voz de Steinmetz afirmou que a Vale age com o objetivo de desgastá-lo.

A mineradora foi procurada pela reportagem da EXAME e disse que não cometaria o assunto.

Após obter os direitos minerários de Simandou, na Guiné, a empresa de Steinmetz vendeu 51% dos ativos para a Vale em 2010. A Vale pagou 500 milhões de dólares no ato, com pagamentos futuros condicionados ao cumprimento de metas de produção.

Em 2014, a Guiné retirou os direitos de mineração da BSGR para a mina de Simandou, alegando que houve suborno para obter a concessão. A Vale iniciou um processo contra a BSGR logo depois.

Em 2019, um tribunal em Londres ordenou que a BSGR pagasse à Vale mais de 2 bilhões de dólares, depois de concluir que a empresa do magnata israelense havia feito declarações falsas sobre a joint venture. O valor se refere aos 500 milhões de dólares iniciais, e outros mais de 700 milhões de dólares investidos na Guiné, além de juros e custos.

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