A Warby Parker chegou a uma avaliação de US$ 2,61 bilhões na manhã de sexta-feira depois de 15 anos sendo liderada por dois co-CEOs, Neil Blumenthal e Dave Gilboa.
Em um mundo corporativo que costuma concentrar poder para evitar disputas e estratégias conflitantes, a empresa fez o oposto e tratou a dupla liderança como um arranjo de governança desenhado para manter alinhamento e velocidade. As informações foram retiradas de reportagem publicada na CNBC Make It.
O que está em jogo para finanças corporativas
Para quem olha a operação pela lente de finanças corporativas, a discussão não é sobre estilo de liderança, mas sobre arquitetura de decisão. Quando o topo concentra decisões, o risco é o gargalo.
Quando o topo divide comando sem método, o risco é o conflito. No caso da Warby Parker, a tese apresentada é que confiança e rituais de colaboração criaram previsibilidade, reduziram retrabalho e sustentaram uma tomada de decisão mais eficiente ao longo do tempo, com impacto direto em execução e escala.
Confiança como mecanismo de controle e velocidade
Blumenthal resumiu o eixo do modelo em uma frase. “Tudo se resume à confiança e ao respeito.” Ele completa dizendo que os dois “confiamos implicitamente um no outro para tomar qualquer tipo de decisão, mas também para buscar o conselho um do outro.”
Na prática, o que aparece no relato é um sistema em que a confiança não substitui processo, ela viabiliza processo. Ao tornar natural a revisão entre pares no topo, a empresa reduz o custo de decisões isoladas e aumenta a qualidade do debate antes de movimentos estratégicos.
Separação de papéis para evitar conflito de estratégia
O texto destaca que a dupla buscou manter distinções claras entre os papéis, com cada um focando em aspectos diferentes do negócio e com subordinados diretos específicos. Para governança, isso é o que dá sustentação ao arranjo. Funções definidas reduzem sobreposição, evitam disputa por território e criam accountability, um ponto sensível quando há dois líderes formais.
Ao mesmo tempo, a parceria não abre mão de colaboração cotidiana para manter visão única. O próprio Blumenthal descreve o hábito de compartilhar desafios para lapidar decisões. “Se estou pensando em um desafio, quero imediatamente compartilhá-lo com Dave, porque sei que quaisquer ideias que eu tenha, ele as aprimorará e as tornará melhores.”
Rotina de alinhamento como infraestrutura decisória
A forma como a dupla trabalha também aparece como elemento de governança informal. Blumenthal afirma que eles mantêm mesas próximas em escritório aberto e conversam com frequência sobre estratégia durante e fora do expediente. “Ainda nos sentamos um ao lado do outro... entre as reuniões, estamos constantemente conversando.” Ele acrescenta que, muitas vezes, ligam um para o outro no caminho do trabalho ou à noite.
Para finanças corporativas, esse tipo de rotina vira infraestrutura de alinhamento. Em vez de criar comitês adicionais para reduzir divergência, a empresa constrói alinhamento por proximidade e repetição, o que tende a acelerar decisões e reduzir ruído na execução.
Relações de trabalho e confiança como ativo de carreira
A reportagem também conecta confiança a progressão profissional, citando a consultora de carreira Phoebe Gavin. Ela afirma que “a ascensão profissional depende não apenas do mérito, mas também da confiança que os tomadores de decisão depositam em sua capacidade de entregar resultados.”
Na prática, a mensagem para profissionais que atuam com finanças, planejamento e liderança de áreas é objetiva. Entrega importa, mas governança interpessoal também. Credibilidade, consistência e previsibilidade de execução são moedas que determinam acesso a projetos críticos, orçamento, influência e, no fim, crescimento de carreira.
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Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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