American Airlines planeja cortar 13 mil empregos

Cortes afetarão 4.600 empregados de manutenção, outros 4.000 membros do pessoal de terra, 2.300 auxiliares de voo, 1.400 administrativos e 400 pilotos

Nova York - A AMR, matriz da companhia aérea American Airlines que em novembro do ano passado declarou moratória, planeja cortar 13 mil empregos para reduzir seus custos operacionais em US$ 2 bilhões anuais, informou nesta quarta-feira o canal 'CNN'.

Esse número representa 16% do total de 88 mil trabalhadores da terceira maior companhia aérea dos Estados Unidos, e outros meios de comunicação elevaram para 14 mil o número de possíveis demitidos.

Segundo dados da 'CNN', os cortes afetarão 4.600 empregados de manutenção, outros 4.000 membros do pessoal de terra, 2.300 auxiliares de voo, 1.400 administrativos e 400 pilotos.

'Terminaremos este caminho com muito menos gente', afirmou hoje o executivo-chefe da AMR, Tom Horton, em carta dirigida aos empregados da empresa.

No entanto, Horton explicou que os cortes 'também nos permitirão conservar dezenas de milhares de postos de trabalho que seriam perdidos se não tivéssemos embarcado neste caminho'.

A AMR estuda ainda a possibilidade de transferir os fundos de pensões de seus empregados à seguradora federal Pension Benefit Guaranty, mas por enquanto deve manter os pacotes de benefícios de pelo menos 90% de seus funcionários.

Por outra parte, hoje também foi divulgado que a matriz da American Airlines perdeu US$ 904 milhões em dezembro, o primeiro mês depois que declarou moratória, segundo um documento enviado pela companhia aérea ao tribunal que administra sua quebra.


Essa quantidade é maior que a perda líquida de US$ 884 milhões que a companhia registrou nos primeiros nove meses de 2011, antes da quebra.

De acordo com o mesmo documento, a AMR ingressou em dezembro US$ 1,9 bilhão e atualmente dispõe de US$ 4 bilhões em liquidez e investimentos em curto prazo.

A American Airlines e sua matriz declararam moratória no último dia 29 de novembro para enfrentar uma dívida acumulada de US$ 29,55 bilhões, enquanto seus ativos estavam reduzidos a US$ 24,72 bilhões.

A companhia aérea, com presença em mais de 50 países, assegurou que manterá suas operações normalmente protegida pelo Capítulo 11 da Lei de Quebras dos Estados Unidos.

O aumento dos custos trabalhistas e do preço do combustível fez crescer a dívida da terceira maior companhia aérea do país, pela qual já demonstraram interesse seus concorrentes Delta e US Airways. 

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