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Apresentado por VISA

30 anos de e-commerce: a base segura por trás do boom do varejo digital

Da validação do portador à inteligência artificial, a inovação em segurança foi o alicerce das vendas online no Brasil

Inteligência artificial: tecnologia já redefine a experiência de compra online. (VISA/Divulgação)

Inteligência artificial: tecnologia já redefine a experiência de compra online. (VISA/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 1 de abril de 2026 às 10h37.

Última atualização em 1 de abril de 2026 às 10h50.

Muito em breve, suas compras online poderão acontecer sem cliques, sem senhas e sem sequer a necessidade de abrir um aplicativo. Agentes autônomos de inteligência artificial serão capazes de comparar preços, negociar condições, selecionar fornecedores e, inclusive, concluir pagamentos automaticamente – dentro de parâmetros previamente autorizados por você.

O cenário que parece futurista é mais um capítulo de uma transformação iniciada há três décadas, quando o e-commerce no Brasil abriu as portas e comprar pela internet ainda era uma experiência restrita, cercada de receios e limitada por infraestrutura tecnológica incipiente.

Celebrar os 30 anos do comércio eletrônico no país é, portanto, olhar para a construção de um ecossistema de confiança em escala, sustentado, sobretudo, pela evolução contínua da segurança nos meios de pagamento digitais.

Esse alicerce é o que permitiu ao setor atingir o patamar atual: nas projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o consumo online deve superar os R$ 258 bilhões em faturamento este ano.

A infraestrutura invisível que viabilizou o comércio eletrônico

A partir de 1995, quando os primeiros sites comerciais surgiram no país, o desafio mais urgente não era logístico nem tecnológico – era comportamental. Inserir dados do cartão em uma loja virtual com pouca informação, acessada por conexão discada, exigia um nível de confiança que ainda não existia.

Foi nesse contexto que os meios de pagamento assumiram papel estruturante na consolidação do e-commerce.

“Foram várias melhorias incrementais, que ajudaram a quebrar aquela resistência inicial do consumidor. Com o tempo, ele foi percebendo o benefício, a conveniência de comprar online, de comparar preços de uma maneira fácil, de ganhar tempo”, ressalta Gustavo Carvalho, vice-presidente de Value Added Services da Visa do Brasil.

A empresa desempenhou papel protagonista no início e na estruturação do e-commerce no país, como viabilizadora das primeiras transações seguras no ambiente online, com soluções que permitiram que os cartões de crédito fossem aceitos em lojas virtuais pioneiras – como livrarias e sites de tecnologia.

Quando a segurança virou padrão da indústria

O avanço das transações no início dos anos 2000 abriu caminho para outra etapa decisiva: a criação de protocolos capazes de sustentar a expansão do comércio eletrônico. “Quando se têm padrões de indústria, é possível otimizar processos para emissores, credenciadores e estabelecimentos comerciais. Isso acelera a adoção”, explica Adriana Umeda, diretora executiva de Risco da Visa do Brasil.

Entre as inovações da empresa nesse período está o Verified by Visa (3D Secure), primeiro padrão de autenticação para transações digitais, que estabeleceu um fluxo de verificação entre consumidor, emissor e estabelecimento comercial antes da autorização do pagamento.

“Quando começou a haver um volume maior de transações, surgiu a necessidade de validar que quem estava comprando era, de fato, o portador do cartão. Foi aí que nasceram os primeiros protocolos de autenticação dentro do processo de compra online”, conta Umeda.

Com a profissionalização do setor, a consolidação dos marketplaces e o crescimento do mobile, as fraudes digitais também se sofisticaram.

“Daí em diante, houve a necessidade de os comércios fortalecerem ainda mais as suas defesas. Afinal, quando não há autenticação, a perda financeira é do e-commerce”, frisa a executiva.

Tokenização e IA elevam a proteção

Com o avanço do mobile e das carteiras digitais, a tokenização passou a ocupar posição central na proteção das transações ao substituir os dados reais do cartão por identificadores criptografados.

“Hoje temos em torno de 72% de todas as transações de e-commerce no Brasil acontecendo com credenciais tokenizadas. Isso é um recorde mundial”, compartilha Umeda.

O Brasil está entre os três países com maior adoção da tecnologia no mundo. “O país busca soluções de segurança porque é bastante afetado. Há muitas tentativas de fraude”, salienta Carvalho. “E também porque é um mercado superdigital. Consumidores e estabelecimentos comerciais aqui adotam tecnologias rapidamente quando fazem sentido.”

Dados globais da Visa indicam que apenas 16% das finalizações de compra em 2025 exigiram inserção manual de informações, ante cerca de 50% em 2019. “É um salto enorme”, diz Carvalho.

No ambiente hiperconectado, a inteligência artificial tornou-se um dos principais pilares da hipersegurança. “A Visa utiliza inteligência artificial há mais de 35 anos, mesmo antes do início do e-commerce no Brasil”, afirma Carvalho. “Não é a IA generativa que vemos agora, claro, mas IA aplicada a risco”, especifica.

Hoje, sistemas baseados em IA operados pela companhia analisam padrões comportamentais em tempo real e bloqueiam mais de 500 transações fraudulentas por minuto em sua rede global.

Um exemplo é o Visa Account Attack Intelligence (VAAI), solução que identifica sinais de tentativa de fraude e interrompe ataques antes que se convertam em perdas financeiras. A tecnologia atua especialmente contra ataques de enumeração, quando criminosos testam combinações de dados de cartões até encontrar credenciais válidas. Só entre julho e dezembro de 2025, o mecanismo ajudou a impedir 7,4 milhões de transações associadas a esse tipo de ameaça, evitando US$ 17,7 milhões em perdas.

Essa capacidade analítica também se estende ao B2B. Levantamento da Visa Consulting & Analytics aponta crescimento de 192% nas transações de e-commerce com credenciais empresariais entre 2024 e 2025 e, para esse ambiente, há soluções como o Cybersource Decision Manager. A ferramenta combina dados de mais de 269 bilhões de transações processadas na VisaNet a modelos de IA e machine learning para automatizar decisões de risco em até 600 milissegundos.

Segurança que reconhece, não pergunta

A proteção baseada em dados evoluiu para modelos de autenticação centrados na identidade do usuário, combinando tokenização em nuvem e biometria no dispositivo.

“Uma coisa é o comércio criar um token. Outra é autenticar aquele token com o dono da credencial”, explica Carvalho. “Essas tecnologias permitem provar que foi você mesmo que criou aquele token.”

Com o avanço das transferências rápidas entre pessoas, como o Pix, soluções como o A2A Protect aplicam deep learning para identificar padrões suspeitos em transferências em tempo real. Todos esses avanços apontam para uma nova etapa, descrita por Carvalho como “uma nova revolução do comércio”.

“Entramos na era dos agentes de inteligência artificial. Antes, a lógica partia muito mais do consumidor: ele pesquisava um produto, comparava preços, lia opiniões e finalizava a compra. Com os agentes de IA, é possível transformar a experiência reativa em proativa”, explica. “O agente entende você como persona, consome informações sobre suas preferências, histórico, marcas de que gosta e, a partir daí, sempre obedecendo às suas regras e permissões, pode oferecer produtos, comparar preços, monitorar e até finalizar compras por você.”

Segundo o The Global Payments Report 2025, da McKinsey, 10% dos consumidores já utilizam IA para iniciar jornadas de compra online e 20% se sentiriam confortáveis em permitir que a tecnologia comprasse em seu nome.

Três décadas depois, segurança e conveniência evoluíram juntas. É essa trajetória que explica por que o e-commerce deixou de ser promessa e virou hábito no Brasil.

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