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12 grandes empresas que chegaram com tudo ao Brasil em 2017

Dos eletrônicos e itens de casa e cozinha da Amazon às bugigangas da Miniso, diversos negócios internacionais apostaram no país neste ano

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Loja da Miniso, em São Paulo: Brasil já é um dos dez maiores mercados da rede (Miniso/Divulgação)

Loja da Miniso, em São Paulo: Brasil já é um dos dez maiores mercados da rede (Miniso/Divulgação)

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Mariana Fonseca

Publicado em 25 de dezembro de 2017 às, 06h00.

Última atualização em 26 de dezembro de 2017 às, 13h44.

São Paulo – O ano de 2017 mostrou uma leve recuperação para a economia brasileira: o Produto Interno Bruto teve crescimentos de décimos nos últimos trimestres, a inflação desacelerou e a taxa de desemprego teve ligeira queda (ainda que os números sejam preocupantes).

A confiança de vários setores subiu em relação ao ano passado - e isso não excluiu as grandes empresas internacionais. Várias gigantes resolveram apostar e expandir no Brasil neste ano, inaugurando ou planejando unidades em território nacional.

Elas vão desde a Amazon, que agora vende eletrônicos e itens de casa e cozinha, até a Miniso, rival da Daiso em vender de tudo por um preço bem amigável. Empresas de coworking, negócios de construção e decoração, serviços de conteúdo e de pagamento, companhias de agricultura, fabricantes de motocicletas, marcas de cosméticos e aéreas completam a lista.

Confira, a seguir, algumas grandes empresas que chegaram com tudo ao Brasil em 2017:

1 – Amazon: casa, cozinha, eletrônicos e ferramentas

Amazon: entre as marcas de tecnologia que mais cresceram em 2017

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Ainda que a Amazon já esteja no Brasil há cinco anos, a gigante do e-commerce apresentou diversas novidades ao mercado nacional neste ano: em outubro de 2017, a rede começou a vender celulares, eletroeletrônicos e videogames.

Cerca de um mês depois, anunciou a venda de itens de casa e cozinha. Depois, foi a vez de ferramentas e materiais de construção.

Hoje, o marketplace da Amazon.com.br passa a contar com mais de 500 mil produtos, oferecidos por milhares de vendedores.

2 – Amazon Prime Video

Amazon Fire TV stick

Amazon Fire TV Stick, um dos produtos da Amazon no universo televisivo

Quase na virada para 2017, a Amazon lançou mais um serviço diferente em terras brasileiras: o serviço de streaming de vídeos Amazon Prime Videos.

Por aqui, a empresa encontrará concorrência da Netflix, HBO e Go e outros serviços menores, como o brasileiro Looke. Além de conteúdos exclusivos, o Amazon Prime Video ainda tem filmes e séries produzidas por outras empresas.

No lançamento, a Amazon terá uma assinatura promocional de 7,90 reais durante os seis primeiros meses. Depois desse período, a assinatura passa a 14,90 reais.

3 – Android Pay

Android-Pay

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O Android Pay, serviço do Google de pagamentos com celulares, chegou ao Brasil neste ano.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a receber o serviço, que já funciona em mais de 10 países atualmente.

Os cartões bancários serão vinculados ao aplicativo do Android Pay, ou seja, é preciso cadastrar o número, nome impresso, validade e data de segurança, como em uma compra online. Todas as informações são criptografadas, segundo o Google, para evitar vazamento de dados.

O Android Pay funciona por NFC (comunicação de campo próximo). Basta encostar seu smartphone em uma maquininha de cartão com suporte para essa tecnologia e autenticar o pagamento no app para que a transferência aconteça.

Os bancos parceiros no lançamento do serviço de pagamentos são Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Porto Seguro. Os cartões podem ser das bandeiras Visa, MasterCard e Elo.

4 – Joon

Propaganda da Joon, spin-off da Air France

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A Air France lançou oficialmente em setembro de 2017 a Joon, sua nova companhia aérea de baixo custo, visando atrair uma clientela mais jovem e recuperar a lucratividade de algumas rotas.

A Air France informou que a Joon começará voando para seis destinos. A partir de dezembro, a empresa inaugurou voos para quatro cidades europeias: Barcelona, Berlim, Lisboa e Porto. A Joon voará também para Fortaleza, no Brasil, e para Seychelles a partir do fim de março de 2018.

As tarifas individuais para cidades europeias devem partir de 39 euros, e as para o Brasil e Seychelles devem variar entre 249 e 299 euros.

5 – Miniso

Loja da Miniso no Brasil, no Shopping Ibirapuera

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Rival da Daiso, a Miniso está com planos agressivos de expansão. A loja de produtos japoneses quer chegar a 2 mil unidades no Brasil até 2020.

A inauguração da primeira loja da Miniso no país, em agosto de 2017, quebrou o recorde mundial de vendas em um dia: foram 153 mil reais em produtos.

Todos os itens são de marca própria. A maioria custará 9,90 reais, mas os preços começam em 3 reais e podem chegar a 200 reais. A empresa também pretende trazer eletrônicos, produtos de beleza, brinquedos e alimentos ao país.

Os planos da companhia para o Brasil também são dignos de recorde. Em 2018, o plano é abrir cerca de 200 lojas e, em 2019, outras mil lojas.

6 – Obramax

ObraMax, empresa da Leroy Merlin

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Mais conhecido pela rede de lojas de materiais de construção Leroy Merlin, que está há 20 anos no país, o grupo francês Adeo decidiu aumentar a aposta no varejo brasileiro.

A companhia, quarta maior no mundo no segmento “faça você mesmo”, decidiu trazer duas novas marcas para o Brasil. A primeira delas é a Obramax, um atacarejo de materiais de construção para profissionais e pequenos lojistas.

Ainda que o anúncio da chegada tenha sido feita em dezembro de 2017, a primeira loja de atacarejo está prevista para realmente abrir apenas neste ano.

7 – RAGT

Agricultor mostra sementes de trigo

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A empresa francesa do ramo de sementes agrícolas RAGT anunciou em outubro de 2017 uma associação com a paranaense Grupo Guerra, do mesmo setor.

A RAGT está presente em 17 países e fatura cerca de 350 milhões de euros por ano. Além de sementes, atua em distribuição e exportação de cereais, processamento de alimentos, comunicação e imóveis, entre outros negócios.

O resultado dessa sociedade serão dois grandes centros de pesquisa localizados no Paraná e em Goiás, voltados para estudos biotecnológicos e melhoria genética em sementes de milho e trigo. As empresas também farão conjuntamente investimentos no desenvolvimento de novos produtos para os mercados brasileiro e paraguaio.

O mercado de sementes movimenta 10 bilhões de reais ao ano no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem).

8 – Royal Enfield

royalenfield

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Uma estreante chamou a atenção do mercado de motocicletas brasileiros no ano de 2017: a indiana Royal Enfield. Criada em 1893, ela é a fábrica de motos mais antiga em atividade contínua no mundo e estabeleceu o Brasil como uma das prioridades de 2017 (e do futuro).

A marca abriu sua primeira concessionária em São Paulo, no bairro de Moema, em abril deste ano – a segunda subsidiária fora da Índia, depois dos Estados Unidos – e aposta no segmento que mais cresce no mercado mundial, o de média cilindrada, de 250 cc até 750 cc.

A aposta dos indianos está em unir design com preços camaradas: os três modelos comercializados no país variam entre 18,9 mil reais e 24,5 mil reais. Entre as principais concorrentes, como Harley-Davidson e BMW, não há preços inferiores a 40 mil reais para essas potências.

A Royal Enfield não estabelece meta de vendas para 2018 e diz que a estratégia de lançamento é aguardar três anos para fazer previsões.

9 – Too Faced

Produtos de maquiagem da marca Too Faced

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A marca de cosméticos Too Faced começou a vender seus produtos nas unidades da Sephora do Brasil em novembro de 2017.

Conhecida por seus embalagens fofas e nomes engraçadinhos, a Too Faced foi criada no fim dos anos 1990, propondo uma maquiagem divertida e colorida. Os produtos são cruelty-free, ou seja, não são testados em animais.

Por aqui, desembarcaram sete dos itens mais famosos da marca, como a máscara para cílios Better Than Sex, a mais vendida no mundo inteiro, de acordo com a Teen Vogue, e a paleta de sombras Chocolate Bar, em formato de uma barra de chocolate. O preços vão de 89 até 269 reais.

10 – Spaces

Escritório flexível da Spaces na Vila Madalena em São Paulo, do Grupo IWG

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O Spaces nasceu na Holanda, em 2006, com a ideia de oferecer um espaço criativo, descontraído e inovador para operar um negócio. A primeira unidade brasileira foi inaugurada em junho de 2017, na cidade de São Paulo.

O espaço conta com dois andares de espaços de coworking e quatro andares de salas privativas. Os membros podem utilizar qualquer escritório da empresa no mundo e conseguir benefícios ao acessar o aplicativo da Spaces.

11 – WeWork

WEWORK: startup de escritórios compartilhados recebeu aporte de 4,4 bilhões do SoftBank / Divulgação

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A WeWork, maior empresa de coworking do mundo, está acelerando a aposta no Brasil. O negócio desembarcou no país em julho de 2017, tendo sua origem nos EUA, em 2010. A empresa está presente 18 países e 56 cidades.

No Brasil, há cinco unidades da WeWork – quatro em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Para 2018, estão programadas mais duas inaugurações no Rio, em Ipanema e Botafogo.

Hoje, há 160 mil membros da comunidade no mundo. O Brasil tem 2 mil participantes. Com as próximas inaugurações, o plano é subir para 5 mil membros.

12 – Zôdio

Oficina com crianças realizada pela Zôdio

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A Zôdio, que reúne produtos e serviços ligados à vida de casa, é a segunda aposta do grupo francês Adeo para se expandir no varejo brasileiro.

O empreendimento traz um novo conceito de varejo, muito baseado em experiências, como cursos, segundo o Adeo. A primeira unidade da Zônio no Brasil abriu as portas no começo de dezembro na Marginal Tietê, em São Paulo, junto com nova unidade da Leroy Merlin.

No endereço, o grupo está investindo 210 milhões de reais para erguer o maior home center da companhia na América Latina.

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