Mundo

Yatseniuk renuncia ao cargo de primeiro-ministro da Ucrânia

Ele defendeu que as forças europeias criem uma nova coalizão e formem sem demora um novo governo, ao qual garantiu que sua Frente Nacional apoiará


	Arseny Yatseniuk: premiê da Ucrânia renuncia ao cargo
 (Andrew Kravchenko/Reuters)

Arseny Yatseniuk: premiê da Ucrânia renuncia ao cargo (Andrew Kravchenko/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de abril de 2016 às 13h44.

Kiev - O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, anunciou neste domingo a renúncia ao cargo após dois meses de pressão dos integrantes de coalizão para que abandonasse a liderança do governo.

"Tomei a decisão de renunciar", anunciou Yatseniuk no programa "Dez minutos com o primeiro-ministro", transmitido por vários canais da televisão ucraniana.

Após resistir durante à renúncia por dois meses, com pressões inclusive ao presidente do país, Petro Poroshenko, para que o destituísse, Yatseniuk defendeu hoje que as forças europeístas criem uma nova coalizão e formem sem demora um novo governo, ao qual garantiu que sua Frente Nacional apoiará.

"Há uma coisa que não se pode permitir: a desestabilização do poder Executivo em tempos de guerra. E essa perspectiva será inevitável, pois após a renúncia não se elege imediatamente um novo governo", ressaltou.

A decisão parecia inevitável após uma onda de críticas e pressão por parte de todos os membros da coalizão parlamentar que apoiava seu governo, incluindo o próprio presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, e da formação política que leva seu nome.

O partido Bloco Petro Poroshenko foi o último a abandonar a coalizão parlamentar para forçar a renúncia de Yatseniuk. Antes, depois de Yatseniuk superar em fevereiro uma moção de censura com quase metade dos deputados ausentes da Rada Suprema, a coalizão foi abandonada pelos partidos Autoajuda e Batkivshina, da ex-primeira ministra Yulia Tymoshenko.

A maioria dos deputados acusam o agora ex-primeiro-ministro de ter sido incapaz de combater a corrupção e de introduzir as reformas estruturais cobradas pela comunidade internacional.

A incapacidade de formar uma nova coalizão de governo impediu que o país implantasse as reformas e adotasse as medidas anticorrupção pedidas insistentemente pelo Ocidente, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ao conceder novos créditos a Kiev.

Acompanhe tudo sobre:EuropaCorrupçãoEscândalosFraudesUcrâniaFMI

Mais de Mundo

A conversa entre Petro e Trump em cinco pontos

Rússia retoma ataques em larga escala contra Ucrânia durante onda de frio

Musk chama presidente da Espanha de ‘tirano’ por plano de restringir redes

Trump elogia Petro e diz amar a Colômbia após reunião na Casa Branca