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Vitória de Romney depende do voto de homens brancos

Apostar no eleitorado branco masculino é uma aposta arriscada para os republicanos, porque a cada eleição diminui a presença desse grupo no conjunto dos eleitores


	O eleitorado branco tende a ser mais conservador. Isso complica a situação de um candidato que precisa ao mesmo tempo reter seu eleitorado cativo e seduzir outros grupos
 (Shannon Stapleton/Reuters)

O eleitorado branco tende a ser mais conservador. Isso complica a situação de um candidato que precisa ao mesmo tempo reter seu eleitorado cativo e seduzir outros grupos (Shannon Stapleton/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 11 de outubro de 2012 às 10h48.

Washington - Com o acirramento da disputa entre Mitt Romney e Barack Obama na corrida presidencial dos EUA, o republicano precisa acima de tudo de um grupo de eleitores para chegar à Casa Branca: os homens brancos.

Romney aparece bem atrás de Obama entre afro-americanos e entre hispânicos, e em desvantagem também entre as mulheres, segundo várias pesquisas. No entanto, no eleitorado geral, a situação nos últimos dias é de empate técnico.

Em 2008, quando Obama se tornou o primeiro negro a ser eleito presidente dos EUA, 90 por cento dos votos dos republicanos foram dados por homens brancos, segundo pesquisas de boca de urna. Já as mulheres brancas se dividiram.

Mas apostar no eleitorado branco masculino é uma aposta arriscada para os republicanos, porque a cada eleição diminui a presença desse grupo no conjunto dos eleitores. Por isso, Romney precisará conquistar mais esse grupo do que candidatos republicanos anteriores.

Outro desafio para Romney é que o eleitorado branco e masculino tende a ser mais conservador, com opiniões cada vez mais divergentes do restante da população, segundo pesquisas Reuters/Ipsos. Isso complica a situação de um candidato que precisa ao mesmo tempo reter seu eleitorado cativo e seduzir outros grupos.

As pesquisas indicam que Romney pode ter menos voto entre os homens brancos do que o candidato republicano de 2008, John McCain. Pesquisadores e demógrafos dizem que, se o atual candidato não reverter isso, está fadado a perder.

Mas o mesmo vale para Obama. O número de homens brancos que declaram a intenção de votar nele neste ano é ligeiramente menor do que em 2008. Se o atual presidente despencar demais nesse segmento --o segundo maior bloco de eleitores, atrás apenas das mulheres brancas--, poderá ficar sem a reeleição.

Segundo a pesquisa Reuters/Ipsos feita entre 1 e 7 de outubro, Romney tem 55,5 por cento das intenções de voto entre os homens brancos decididos a irem às urnas, contra 31,9 por cento para Obama. Havia 6 por cento de indecisos nesse grupo. Em 2008, segundo pesquisas de boca de urna, McCain teve 57 por cento desses votos, contra 41 por cento para Obama.


"O fato de (Romney) estar bem na mesma linha de McCain significa que ele tem trabalho a fazer", disse Julia Clark, especialista em pesquisas do Ipsos.

Para os democratas, que têm grande penetração entre negros e latinos, a desvantagem entre os brancos tenderá a ser menos preocupante no futuro.

Para efeito de comparação, em 1980, quando Ronald Reagan foi eleito pela primeira vez, os brancos representavam 89 por cento dos eleitores. Em 2008, essa cifra já havia caído para 73,4 por cento.

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