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Vice da Fifa admite nova eleição para Copa de 2022

O principal alvo da denúncia é Mohamed Bin Hammam, um dos principais agentes do futebol do Catar


	Em Doha, no Catar, operário trabalha em obra da Copa do Mundo de 2022
 (Sean Gallup/Getty Images)

Em Doha, no Catar, operário trabalha em obra da Copa do Mundo de 2022 (Sean Gallup/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 1 de junho de 2014 às 12h18.

Zurique - Um dos vice-presidentes da Fifa, o norte-irlandês Jim Boyce admitiu neste domingo a possibilidade de apoiar uma nova eleição para a escolha da sede da Copa do Mundo de 2022 caso sejam provadas as denúncias de corrupção divulgadas pelo jornal inglês The Sunday Times.

O periódico revelou neste domingo documentos que comprovariam que cartolas do Catar teriam pago pelo menos US$ 5 milhões, aproximadamente R$ 11,2 milhões, para comprar votos para que o país fosse escolhido como sede do Mundial. O principal alvo da denúncia é Mohamed Bin Hammam, um dos principais agentes do futebol do Catar, que teria atuado em diversas regiões do mundo para comprar apoio.

A nova denúncia já chegou a Michael Garcia, norte-americano responsável por investigar casos de corrupção dentro da Fifa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso, mas o vice Jim Boyce disse apoiaria qualquer que fosse a decisão dele. "Eu não teria qualquer problema se a recomendação fosse para uma nova eleição. Se Garcia constatar alguma irregularidade, teremos que analisar o caso com muita seriedade", disse Boyce, à rádio BBC.

"O Comitê Executivo da Fifa está 100% com Garcia. Ele tem permissão para ir onde quiser e falar com as pessoas ao redor do mundo para completar sua missão. Todas as evidências serão encaminhadas para ele e nós então vamos esperar por um relatório completo", declarou o vice-presidente.

Oficialmente, a Fifa não comentou sobre o caso. Apenas incumbiu Michael Garcia de responder sobre o caso. Mas o norte-americano ainda não se manifestou. Ele deve viajar até o Golfo para tentar obter maiores informações na próxima semana.

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