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Venezuela tem risco de ficar isolada, diz companhias aéreas

Companhias aéreas são obrigadas a vender suas passagens em bolívares para depois passar por um longo processo e conseguir dólares

Duas empresas cancelaram suas operações na Venezuela e outras dez promoveram reduções drásticas nos últimos meses diante da falta de pagamento do governo (Leo Ramirez/AFP)

Duas empresas cancelaram suas operações na Venezuela e outras dez promoveram reduções drásticas nos últimos meses diante da falta de pagamento do governo (Leo Ramirez/AFP)

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Da Redação

Publicado em 28 de julho de 2014 às 14h58.

Miami - A Venezuela corre o risco de ficar isolada do mundo, já que as companhias aéreas não podem continuar operando sem pagamento, advertiu nesta segunda-feira a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que exige de Caracas 4,1 bilhões de dólares.

"As companhias aéreas não podem oferecer seu serviço enquanto não houver certeza de pagamento. O governo venezuelano prometeu muitas vezes cumprir suas obrigações, mas seguem sem pagar 4,1 bilhões de dólares", indicou em um comunicado fechado em Miami o diretor da IATA, Tony Tyler.

"A Venezuela corre o risco de ficar desconectada da economia global", afirmou Tyler, que enviou uma quarta carta ao presidente Nicolás Maduro, na qual pediu uma reunião para tentar chegar a um acordo, segundo o comunicado.

Duas empresas cancelaram suas operações na Venezuela e outras dez promoveram reduções drásticas nos últimos meses diante da falta de pagamento do governo venezuelano, que enfrenta uma escassez de divisas.

Outras companhias, como a espanhola Air Europa, a Aerolíneas Argentinas e a Aeroméxico, aceitaram a proposta venezuelana de parcelar o pagamento das dívidas.

Os serviços aéreos internacionais sofreram uma redução de 49% na Venezuela desde o ano passado, indicou a IATA.

Na Venezuela, onde o governo controla com rigidez o câmbio, as companhias aéreas são obrigadas a vender suas passagens em bolívares e, depois, passar por um longo e árduo processo para conseguir dólares.

Mas em meio à seca de divisas no país com as maiores reservas de petróleo do mundo, os pagamentos no setor quase foram paralisados há um ano, levando as empresas aéreas a suspender voos, reduzir frequências, usar aviões menores e bloquear as vendas de passagens na Venezuela.

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