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Venezuela e EUA formalizam parceria energética de longo prazo

Acordo prevê cooperação em petróleo, gás, mineração e energia elétrica

Delcy Rodríguez: presidente interina da Venezuela afirmou que pacto energético pode auxiliar que os dois países superem suas diferenças por meio da diplomacia política (Miraflores Palace/Reuters)

Delcy Rodríguez: presidente interina da Venezuela afirmou que pacto energético pode auxiliar que os dois países superem suas diferenças por meio da diplomacia política (Miraflores Palace/Reuters)

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 06h13.

Venezuela e Estados Unidos estabeleceram uma “parceria produtiva de longo prazo” em matéria energética, envolvendo petróleo, gás, mineração e energia elétrica, anunciou nesta quarta-feira, 11, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, junto com o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, após uma reunião privada em Caracas.

No Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, Rodríguez afirmou que a nova parceria deve “se tornar o motor da relação bilateral” e que a agenda energética será “produtiva, eficaz, benéfica para ambos os países e complementar”. A presidente interina não detalhou o prazo do acordo, mas destacou que Venezuela e Estados Unidos mantêm relações energéticas há mais de um século e meio e que trabalharão para avançar “sem dificuldades e sem contratempos”.

Rodríguez afirmou ainda que espera que os dois países superem suas diferenças por meio da diplomacia política, energética e de diálogo. Também estiveram presentes autoridades venezuelanas, como a ministra da Economia e Finanças e o vice-presidente econômico.

A visita de Wright ocorre duas semanas após uma reforma legal na Venezuela que abriu o setor de petróleo ao investimento estrangeiro e depois que o Departamento do Tesouro dos EUA relaxou restrições para que petroleiras americanas operem no país.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos classificou a chegada de Wright como “histórica” e disse que ele visitará campos petrolíferos para observar como o acordo energético “está promovendo a paz e a prosperidade”.

*Com informações da EFE 

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