União Europeia deve elevar sanções contra Rússia ‘sem tabus’, diz Vestager

A UE concordou em proibir as importações de carvão da Rússia em seu primeiro movimento mirando a receita de energia que é crucial para Moscou
Rússia: Vestager disse que até agora a empresa cumpriu suas promessas de permitir o livre fluxo de gás a preços competitivos na Europa central e oriental (Yves Herman/Reuters)
Rússia: Vestager disse que até agora a empresa cumpriu suas promessas de permitir o livre fluxo de gás a preços competitivos na Europa central e oriental (Yves Herman/Reuters)
Por BloombergPublicado em 08/04/2022 15:05 | Última atualização em 08/04/2022 15:05Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Por Stephanie Bodoni, Jillian Deutsch e David Westin, da Bloomberg

Uma alta dirigente da União Europeia disse que o bloco deve continuar aumentando as sanções contra a Rússia, com algumas nações reclamando que o regime de Vladimir Putin não está sendo atingido com força suficiente após a invasão da Ucrânia.

“As sanções devem aumentar ao longo do tempo”, disse Margrethe Vestager, vice presidente executiva da Comissão Europeia em entrevista ao programa “Balance of Power With David Westin” da Bloomberg.

“Tudo está na mesa, não há tabus”, disse ela, acrescentando que a situação na Ucrânia é “realmente perturbadora” em um nível que ela “nunca esperava vivenciar” na Europa.

A UE concordou em proibir as importações de carvão da Rússia em seu primeiro movimento mirando a receita de energia que é crucial para Moscou, depois que relatos de atrocidades russas na Ucrânia levaram as autoridades a expandir uma quinta rodada de sanções.

Os países da UE enfrentaram divergências sobre a extensão do período de introdução gradual do veto ao carvão, bem como uma lista crescente de isenções às proibições comerciais propostas, antes de concordar com o pacote geral, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Questionada se a gigante russa Gazprom foi parcialmente culpado pelo aumento nos preços do gás natural, Vestager, que chefia o braço antitruste da UE, disse que “pode haver um caso de concorrência”, mas “ainda não concluímos isso”.

A Gazprom em 2018 chegou a um acordo com a UE com promessas vinculativas para pôr fim a uma investigação antitruste de sete anos realizada em meio a crescentes tensões políticas com a Rússia.

Vestager disse que até agora a empresa cumpriu suas promessas de permitir o livre fluxo de gás a preços competitivos na Europa central e oriental.

Em uma tentativa de mitigar a turbulência econômica da invasão da russa, Vestager supervisiona um afrouxamento dos controles de ajuda estatal para ajudar empresas da UE em apuros.

Mas ela também alertou que “está atenta” a “pessoas que só querem fazer fortuna em uma situação de guerra e miséria de outras pessoas”.