Internet só para grandinhos: diversos países no mundo avançam discussões e normas que impedem crianças e adolescentes de acessar redes sociais (Freepik)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 16 de setembro de 2026 às 10h55.
RESUMO | A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta-feira, 16, uma proposta para proibir redes sociais a menores de 13 anos e contas pessoais a menores de 15. O “EU Kids Act” também prevê contas supervisionadas, verificação de idade e multas de até 6% do faturamento mundial das plataformas.
A União Europeia quer endurecer as regras para o uso de redes sociais por crianças e adolescentes. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta-feira, 16, uma proposta que proíbe o acesso às redes sociais para menores de 13 anos e restringe a criação de contas pessoais por menores de 15.
"Nada de redes sociais antes dos 13 anos e nada de contas pessoais antes dos 15 anos", afirmou Von der Leyen em discurso.
Pela proposta, adolescentes entre 13 e 15 anos teriam acesso apenas a "minicontas", instaladas e supervisionadas pelos pais, com funções limitadas e tempo de uso controlado. Para a faixa de 15 a 18 anos, as plataformas teriam de adotar um "design seguro".
As medidas ainda precisam ser aprovadas pelo Parlamento Europeu e pelos 27 países do bloco. Elas fazem parte do projeto de lei chamado "EU Kids Act", que terá seus detalhes apresentados por Von der Leyen nesta quinta-feira, 17, em Estrasburgo.
O projeto não se limita às redes sociais. Segundo documentos consultados pela AFP, as regras também seriam aplicadas a assistentes de inteligência artificial, chatbots e jogos online.
Além das restrições de idade, as empresas teriam novas obrigações para manter seus serviços acessíveis a menores. Entre elas está a adoção de mecanismos para verificar sistematicamente a idade de novos usuários.
As plataformas também teriam de retirar recursos considerados mais "viciantes", como a rolagem infinita de conteúdos e recomendações ultrapersonalizadas.
Em caso de descumprimento, as multas poderiam chegar a 6% do faturamento mundial da empresa.
A proposta europeia surge em meio a um movimento internacional de endurecimento das regras para o uso de plataformas digitais por crianças e adolescentes. A França aprovou restrições ao acesso de menores de 15 anos, medida que também alcança plataformas como Instagram, Facebook, WhatsApp, TikTok, Snapchat, X e YouTube.
A Austrália já aprovou uma restrição para menores de 16 anos, enquanto o Reino Unido também adotou uma legislação semelhante, com entrada em vigor prevista para o início de 2027.
Na França, menores de 15 anos não poderão criar novas contas em redes sociais. A regra também prevê a extensão da restrição às contas já existentes.
As novas propostas europeias foram inspiradas em um relatório apresentado em julho por especialistas em proteção da infância, cientistas e psiquiatras infantis. O documento recomendou que crianças menores de 13 anos não tenham acesso às redes sociais sem supervisão e que adolescentes utilizem plataformas com mecanismos específicos de proteção.
A discussão faz parte de um movimento internacional de endurecimento das regras para o uso de plataformas digitais por crianças e adolescentes. Além da França, países como Itália, Espanha, Portugal e Polônia discutem iniciativas semelhantes.
A Comissão Europeia também já vinha preparando uma proposta comum para o bloco. A iniciativa agora apresentada por Von der Leyen busca estabelecer regras válidas em toda a União Europeia, com exigências semelhantes para plataformas digitais e serviços voltados ao público mais jovem.
A estrutura anunciada pela Comissão Europeia divide os usuários por faixa etária: menores de 13 anos ficam fora das redes sociais; de 13 a 15 anos, têm acesso a contas limitadas e supervisionadas pelos pais; e de 15 a 18 anos, passam a utilizar plataformas com mecanismos de design seguro.
A proposta ainda será submetida ao processo legislativo da União Europeia antes de se tornar uma regra válida em todo o bloco.
A proposta proíbe o acesso às redes sociais para menores de 13 anos e impede a criação de contas pessoais por menores de 15. Ursula von der Leyen resumiu a medida como “nada de redes sociais antes dos 13 anos e nada de contas pessoais antes dos 15 anos”.
Adolescentes de 13 a 15 anos poderiam usar apenas “minicontas” instaladas e supervisionadas pelos pais. Essas contas teriam funções limitadas e tempo de uso controlado.
Além das redes sociais, as regras seriam aplicadas a assistentes de inteligência artificial, chatbots e jogos online, segundo documentos consultados pela AFP.
As empresas teriam de verificar sistematicamente a idade dos novos usuários e retirar recursos considerados mais viciantes, como rolagem infinita e recomendações ultrapersonalizadas. Para usuários de 15 a 18 anos, as plataformas também precisariam adotar um “design seguro”.
As multas poderiam chegar a 6% do faturamento mundial da empresa em caso de descumprimento das exigências previstas.
Ainda não há uma data de entrada em vigor. As medidas precisam ser aprovadas pelo Parlamento Europeu e pelos 27 países do bloco antes de se tornarem válidas em toda a União Europeia.