Zelensky diz que situação de outra cidade é 'mais terrível' do que Bucha

Autoridades da Ucrânia disseram que mais de 300 pessoas foram mortas pelas forças russas em Bucha
 (Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia/Reuters)
(Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia/Reuters)
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ReutersPublicado em 08/04/2022 às 09:05.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse nesta quinta-feira que a situação na cidade de Borodyanka é "significativamente mais terrível" do que na vizinha Bucha, onde as suspeitas de assassinatos de civis pelas forças russas foram amplamente condenadas.

Autoridades locais disseram que mais de 300 pessoas foram mortas pelas forças russas em Bucha, 35 quilômetros a noroeste da capital Kiev, e cerca de 50 delas foram executadas.

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Moscou nega visar civis e diz que imagens de corpos em Bucha foram encenadas pelo governo ucraniano para justificar mais sanções contra Moscou e atrapalhar as negociações de paz.

"O trabalho para limpar os escombros em Borodyanka começou... É significativamente mais terrível lá. Ainda mais vítimas dos ocupantes russos", disse Zelenskiy em um vídeo postado no serviço de mensagens Telegram.

A cidade fica a cerca de 25 km de Bucha.

Ele não forneceu mais detalhes ou evidências de que a Rússia é responsável pelas mortes de civis na cidade.

O assassinato de civis na cidade de Bucha foi amplamente condenado pelo Ocidente como crimes de guerra, aumentando a pressão por sanções mais rígidas contra a Rússia.

"E o que acontecerá quando o mundo souber toda a verdade sobre o que os militares russos fizeram em Mariupol?", questionou Zelenskiy.

"Lá, em quase todas as ruas, está o que o mundo viu em Bucha e em outras cidades da região de Kiev após a retirada das tropas russas."

Moscou diz que um dos objetivos de sua campanha militar é "libertar" lugares onde em grande parte se fala russo, como a cidade portuária de Mariupol, no sul, da ameaça de genocídio por nacionalistas ucranianos, que, segundo ela, usaram civis como escudos humanos.

Zelenskiy rejeita essas alegações, dizendo que são um pretexto infundado para a invasão.