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Ucrânia prende 12 policiais acusados de homicídio em massa

Membros de tropa de choque foram presos sob suspeita de alvejar manifestantes pacíficos durante os protestos deste ano contra o governo

Forças de segurança em Kiev: mais de cem pessoas morreram nas ruas de Kiev, principalmente vítimas de franco-atiradores policiais, durante as semanas que antecederam à destituição do presidente Viktor Yanukovich (Shamil Zhumatov/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 3 de abril de 2014 às 12h24.

Kiev - Doze membros da extinta Berkut, a temida tropa de choque da polícia ucraniana, foram presos sob suspeita de alvejar manifestantes pacíficos durante os protestos deste ano contra o governo , disse um porta-voz do procurador-geral na quinta-feira.

Mais de cem pessoas morreram nas ruas de Kiev, principalmente vítimas de franco-atiradores policiais, durante as semanas que antecederam à destituição do presidente Viktor Yanukovich, em 21 de fevereiro. A força Berkut foi amplamente apontada como responsável pelas mortes.

"Até a manhã de hoje, 12 pessoas haviam sido detidas, todas elas suspeitas de homicídio em massa na rua Institutska", disse um porta-voz da Procuradoria Geral à Reuters.

A Institutska, que termina na praça Maidan (Independência), principal foco dos protestos, registrou os incidentes mais violentos em 22 anos de vida independente da Ucrânia. Depois dos confrontos, a via foi rebatizada como avenida dos Cem do Paraíso.

Nos últimos dias dos protestos violentos, dezenas de pessoas foram alvejadas por franco-atiradores e por policiais comuns.

O procurador-geral-interino da Ucrânia, Oleh Makhnitsky, disse que os detentos foram membros de uma unidade especial dentro da Berkut, chamada "Unidade Negra".

"Os agentes policiais dessa companhia foram treinados para operações especiais, incluindo a morte de pessoas. Eles eram supervisionados pela administração presidencial", disse Makhnitsky ao serviço noticioso ucraniano Interfax.

No final de fevereiro, o Ministério do Interior dissolveu a Berkut ("águia dourada", em ucraniano).

Também na quinta-feira, uma comissão especial deve receber os resultados de uma investigação preliminar das mortes ocorridas durante o movimento de protesto da praça Maidan.

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Mais de cem pessoas morreram nas ruas de Kiev, principalmente vítimas de franco-atiradores policiais, durante as semanas que antecederam à destituição do presidente Viktor Yanukovich, em 21 de fevereiro. A força Berkut foi amplamente apontada como responsável pelas mortes.

"Até a manhã de hoje, 12 pessoas haviam sido detidas, todas elas suspeitas de homicídio em massa na rua Institutska", disse um porta-voz da Procuradoria Geral à Reuters.

A Institutska, que termina na praça Maidan (Independência), principal foco dos protestos, registrou os incidentes mais violentos em 22 anos de vida independente da Ucrânia. Depois dos confrontos, a via foi rebatizada como avenida dos Cem do Paraíso.

Nos últimos dias dos protestos violentos, dezenas de pessoas foram alvejadas por franco-atiradores e por policiais comuns.

O procurador-geral-interino da Ucrânia, Oleh Makhnitsky, disse que os detentos foram membros de uma unidade especial dentro da Berkut, chamada "Unidade Negra".

"Os agentes policiais dessa companhia foram treinados para operações especiais, incluindo a morte de pessoas. Eles eram supervisionados pela administração presidencial", disse Makhnitsky ao serviço noticioso ucraniano Interfax.

No final de fevereiro, o Ministério do Interior dissolveu a Berkut ("águia dourada", em ucraniano).

Também na quinta-feira, uma comissão especial deve receber os resultados de uma investigação preliminar das mortes ocorridas durante o movimento de protesto da praça Maidan.

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