Ucrânia e relações com Rússia darão o tom da cúpula do G7

Os líderes do G7 realizam amanhã e quinta-feira uma cúpula em Bruxelas centrada na situação da Ucrânia e as relações com a Rússia

Bruxelas - Os líderes do G7, os países mais ricos e industrializados do mundo, realizam amanhã, quarta-feira, e na quinta-feira uma cúpula em Bruxelas centrada na situação da Ucrânia e as relações com a Rússia, e na qual também revisarão a evolução da economia internacional.

"A Ucrânia é a prioridade da agenda. Será o momento de avaliar os últimos aspectos da situação na Ucrânia e em seu entorno, e de continuar trabalhando para superar esse e outros desafios", disse hoje o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

O Grupo dos Sete (G7) é integrado pelos Estados Unidos, França, o Reino Unido, Itália, Alemanha, Canadá e Japão.

A União Europeia (UE), representada por Van Rompuy e pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, atuam como anfitriões da cúpula.

Os líderes do G7 decidiram em março, após a anexação da península ucraniana da Crimeia por parte de Moscou, cancelar sua presença à cúpula que, no formato G8 e incluindo a Rússia, devia acontecer no final de junho na cidade russa de Sochi.

A cúpula do G7, que pela primeira vez se celebra em Bruxelas, começará a partir das 18h da quarta-feira e prosseguirá na quinta-feira, quando os chefes de Estado e do governo desses países abordarão outros assuntos internacionais.

"A Ucrânia será o prato forte do jantar de trabalho que terão amanhã os líderes do G7 e nela se analisará a situação após as eleições presidenciais na Ucrânia, a violência que segue na zona oriental e a retirada das tropas russas dessas fronteiras", disseram hoje fontes diplomáticas.

Lembraram que a possibilidade de intensificar as sanções que já impuseram à Rússia pela anexação "ilegal" da Crimeia faz parte dos instrumentos políticos do G7, mas sublinharam que "só se dará mais um passo se a situação exigir".

"A prioridade por enquanto é continuar com os esforços políticos e diplomáticos" em relação à crise russo-ucraniana, acrescentaram as fontes.

"Não se exclui que possa haver outros atos de desestabilização e, nesse caso, o G7 e a União Europeia precisariam tomar medidas adicionais", sublinharam.

Outras fontes diplomáticas disseram que não se descarta que nessa evolução da crise haja conversas diretas entre Kiev e Moscou.

Perguntadas sobre quando acontecerá o retorno da Rússia ao formato do G8, comentaram que "Rússia excluiu a si mesma com sua atuação na Ucrânia. Para voltar, a Rússia terá que se comportar de acordo com as regras que regem esse grupo, de respeito da lei internacional, da democracia e da soberania territorial, entre outros".

Em qualquer caso, agregaram, a decisão sobre esse retorno ao formato G8 de cúpula corresponde unicamente aos líderes.

A quinta-feira será dedicada a analisar a economia e o comércio internacionais, "dentro das perspectivas mais positivas que há de crescimento econômico e de luta contra o desemprego, que continua em níveis muito altos", expuseram.

Os líderes também devem debater a situação de segurança e de dependência energética de alguns países ocidentais em relação às importações de gás e outros combustíveis da Rússia, assim como as medidas a tomar na luta contra a mudança climática.

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