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Trump diz que se reunirá com Zelensky e que um acordo com a Rússia está 'próximo'

Presidente americano afirmou estar em contato com Putin e declarou que o líder russo estaria interessado em encerrar a guerra

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 21h12.

Última atualização em 21 de janeiro de 2026 às 21h13.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 21 de janeiro, que pretende se encontrar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

A declaração foi feita após seu discurso a líderes políticos e empresariais. Trump também indicou que acredita haver condições para um possível acordo entre Ucrânia e Rússia.

Segundo Trump, tanto Zelensky quanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, estariam “razoavelmente próximos” de uma resolução.

Trump afirmou estar em contato com Putin e declarou que o líder russo estaria interessado em encerrar a guerra iniciada com a invasão em grande escala da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. Em relação ao presidente ucraniano, Trump disse acreditar que ele também estaria disposto a negociar um cessar-fogo.

Durante sua fala, Trump disse por duas vezes que o encontro com Zelensky ocorreria ainda nesta quarta-feira, mas uma fonte próxima à agenda do líder ucraniano contestou a informação. Posteriormente, Trump corrigiu e afirmou que a reunião está prevista para quinta-feira.

O presidente norte-americano defendeu sua proposta de criação do Conselho da Paz, iniciativa com o objetivo de negociar soluções diplomáticas para conflitos internacionais. Segundo Trump, Putin teria aceitado participar do conselho, embora Moscou ainda esteja analisando os termos da proposta.

Agências de notícias Reuters informou que Putin, em reunião com o Conselho de Segurança da Rússia, reconheceu a existência da proposta, mas afirmou que o foco principal do conselho seria o Oriente Médio. A Rússia sinalizou que poderia aportar US$ 1 bilhão à iniciativa, valor que sairia de ativos russos congelados, de acordo com a proposta norte-americana. A liberação desses recursos, no entanto, deve enfrentar resistência da Ucrânia, que os considera fundamentais para o processo de reconstrução do país.

A Ucrânia se aproxima da data que marca o quarto ano da ofensiva russa. A movimentação de Trump e a proposta de retomada do diálogo entre os líderes colocam em evidência novas pressões sobre o andamento do conflito e sobre os ativos russos no exterior, ponto central das negociações envolvendo os países ocidentais.

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