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Trump diz que María Corina é simpática mas não tem apoio para governar Venezuela

Mais cedo, a vencedora do Nobel da Paz diz que seu grupo estava pronto para governar a Venezuela

María Corina Machado: opositora de Maduro está na Noruega (Odd ANDERSEN / AFP via Getty Images)

María Corina Machado: opositora de Maduro está na Noruega (Odd ANDERSEN / AFP via Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 15h13.

O presidente Donald Trump admitiu que a Venezuela será administrada de maneira transitória pelos Estados Unidos, após a captura de Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado, 3. Apesar de deixar muito claro como será feita essa "transição", o republicano foi assertivo ao dizer que a vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, não tem apoio para governar o país.

"É uma mulher muito simpática, mas que não tem o respeito do povo venezuelano", disse Trump, em coletiva de imprensa sobre a intervenção na Venezuela.

María Corina é uma das principais líderes de oposição do governo Maduro e mais cedo postou nas redes sociais que seu grupo está pronto para tomar o poder na Venezuela.

"Hoje estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a Transição Democrática. Uma transição que precisa de TODOS nós", disse Corina, em uma carta pública.

"Vamos restabelecer a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa. Lutamos por anos, entregamos tudo o que tínhamos, e valeu a pena. O que tinha que acontecer está acontecendo", afirmou.

"Esta é a hora dos cidadãos. Daqueles que arriscamos tudo pela democracia no dia 28 de julho. Daqueles que escolhemos Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-em-Chefe da Força Armada Nacional por todos os oficiais e soldados que a integram", disse.

Oposição contestou eleição de 2024

Em julho de 2024, houve eleições presidenciais na Venezuela. O governo da Venezuela apontou Nicolás Maduro como vencedor, mas a oposição reuniu atas de várias sessões eleitorais, que apontavam vitória de Edmundo González. Assim, diversos países, incluindo os EUA, não reconheceram a vitória de Maduro.

González deixou a Venezuela após ameaças. Corina saiu da Venezuela em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz, na Noruega, e permaneceu no país.

Maduro foi capturado por uma operação militar dos EUA na madrugada deste sábado, 3, e retirado do país. Sua vice, Delcy Rodriguez, permanece na Venezuela, assim como outras autoridades do governo.

Leia a íntegra da carta abaixo:

Venezuelanos,
Chegou a HORA DA LIBERDADE!

Nicolás Maduro passa, a partir de hoje, a enfrentar a Justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações. Diante de sua recusa em aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei.

Chegou a hora de a Soberania Popular e a Soberania Nacional prevalecerem em nosso país. Vamos restabelecer a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa.

Lutamos por anos, entregamos tudo o que tínhamos, e valeu a pena. O que tinha que acontecer está acontecendo.

Esta é a hora dos cidadãos. Daqueles que arriscamos tudo pela democracia no dia 28 de julho. Daqueles que escolhemos Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-em-Chefe da Força Armada Nacional por todos os oficiais e soldados que a integram.

Hoje estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a Transição Democrática. Uma transição que precisa de TODOS nós.

Aos venezuelanos que estão dentro do nosso país, estejam prontos para colocar em prática o que muito em breve comunicaremos por meio de nossos canais oficiais.

Aos venezuelanos que estão no exterior, precisamos que estejam mobilizados, acionando governos e cidadãos do mundo e comprometendo-os, desde já, com a grande operação de construção da nova Venezuela.

Nestas horas decisivas, recebam toda a minha força, minha confiança e meu carinho. Seguimos todos atentos e em contato.

A VENEZUELA SERÁ LIVRE!
Vamos de mãos dadas com Deus, até o fim.

María Corina Machado
3 de janeiro de 2026

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