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Trump afirma que tem 'plano B' caso tarifas sejam bloqueadas pela Suprema Corte

Em entrevista à emissora americana, o republicano disse que não está preocupado com as eleições legislativas intermediárias

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 19h58.

Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 20h01.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 27, que sua administração possui um “plano B” caso a Suprema Corte bloqueie o uso de tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, conhecida pela sigla em inglês, IEEPA.

A declaração foi feita durante entrevista à emissora Fox News, pouco antes de um evento de campanha no estado de Iowa voltado ao tema da affordability, termo usado para discutir o custo de vida no país.

Segundo Trump, embora a eventual decisão judicial possa ser “inconveniente”, sua equipe irá “dar um jeito” para contornar os obstáculos legais. “Temos arrecadado muito com as tarifas”, disse o republicano, acrescentando que elas “têm sido indispensáveis para o sucesso” econômico dos Estados Unidos.

A Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, implementada em 1977, permite que o presidente dos EUA imponha sanções e medidas econômicas unilaterais durante períodos de emergência nacional. Trump tem utilizado esse instrumento para aplicar tarifas em negociações comerciais e tensões geopolíticas, defendendo que tais medidas são necessárias para preservar interesses estratégicos. “Temos que usar tarifas para a paz mundial”, declarou o presidente, acrescentando que os agricultores norte-americanos seriam os “maiores beneficiários”.

Ainda durante a entrevista, Trump comentou o cenário político interno. Disse não estar preocupado com as eleições legislativas intermediárias, conhecidas como midterms, mesmo com a tradição histórica de perdas para o partido no poder. Ele indicou a possibilidade de enfrentar novas tentativas de impeachment no atual mandato, sem entrar em detalhes.

O presidente também fez referência aos protestos em Minneapolis, afirmando que os atos teriam sido conduzidos por ativistas pagos pelo Partido Democrata. Trump, no entanto, não apresentou evidências que sustentem a alegação. Questionado sobre a liderança da Agência de Imigração dos EUA, negou qualquer mudança no comando do órgão e reiterou sua confiança na atual supervisora, Kristi Noem: “Confio em Noem”, resumiu.

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