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Suíços votam e rejeitam expulsão automática de estrangeiros

Cerca de 59% dos suíços rejeitaram a iniciativa que pretendia endurecer e tornar automático o processo de expulsão de estrangeiros que cometam crimes


	Parlamento suíço: a Suíça consulta regularmente a população, via referendo, sobre questões políticas e sociais
 (Andy Christiani/Getty Images)

Parlamento suíço: a Suíça consulta regularmente a população, via referendo, sobre questões políticas e sociais (Andy Christiani/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 29 de fevereiro de 2016 às 09h26.

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A maioria dos suíços rejeitaram ontem (28), em referendo popular, a iniciativa do partido populista União Democrática do Centro (SVP, na sigla em alemão) para uma expulsão automática de criminosos estrangeiros, segundo os resultados oficiais.

Cerca de 59% dos suíços rejeitaram a iniciativa que pretendia endurecer e tornar automático o processo de expulsão de estrangeiros que cometam delitos e infrações no território suíço. Votaram favoravelmente 41,8% dos suíços.

O 'não' ao endurecimento do processo de expulsão de estrangeiros ganhou com 58,2% dos votos, no referendo que contou com participação superior a 60% do eleitores, um recorde desde 1992.

Em 2010, os suíços já tinham se manifestado sobre o tema em outro referendo.

A proposta atual, no entanto, é mais dura e implicava na expulsão automática de todos estrangeiros, sem distinção, que cometam crimes e infrações no território suíço.

Antes, as infrações que levavam à expulsão automática incluíam assassinato, violação e fraudes relativas a ajudas sociais.

No domingo da semana passada, mais de 200 personalidades suíças do mundo político e cultural apelaram a uma rejeição do texto proposto pelo partido SVP.

Os cidadãos suíços também se pronunciaram sobre a construção de um segundo túnel na região do Gottardo. Os eleitores aceitaram a construção do novo túnel.

A Suíça consulta regularmente a população, via referendo, sobre questões políticas e sociais, chamando os cidadãos a votar quatro vezes por ano, em nível regional (cantões) e nacional.

Para que as iniciativas sejam aprovadas devem conseguir dupla maioria: de eleitores e, regionalmente, dos cantões.

As questões em consulta podem ser propostas por qualquer grupo da sociedade civil, composto por um mínimo de sete pessoas, ou partido, precisando, para isso, recolher pelo menos 100 mil assinaturas.

O povo suíço será chamado novamente às urnas no próximo mês de junho.

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