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Secretário da Defesa dos EUA visita Bagdá e pede estabilidade

Robert Gates já visitou o Iraque cerca de uma dezena de vezes desde que assumiu o cargo de secretário da Defesa, em 2006

Robert Gates, secretário de Defesa dos Estados Unidos, em vista à Ásia (Chung Sung-Jun/Getty Images)

Robert Gates, secretário de Defesa dos Estados Unidos, em vista à Ásia (Chung Sung-Jun/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 6 de abril de 2011 às 20h40.

Bagdá - O secretário norte-americano da Defesa, Robert Gates, chegou nesta quarta-feira a Bagdá, onde vai pedir ao Iraque que consolide a estabilidade política, meses antes do plano dos Estados Unidos de completar sua retirada militar no fim de 2011.

Gates já visitou o Iraque cerca de uma dezena de vezes desde que assumiu o cargo de secretário da Defesa, em 2006. Desta vez ele pedirá aos líderes iraquianos que preencham os cargos vagos no gabinete de governo e impulsionem a instável coalizão de governo formada no ano passado, disseram autoridades dos EUA.

"Ele estará lá para reafirmar o compromisso da administração com uma parceria de longo prazo com o Iraque", disse uma alta autoridade de defesa dos EUA, sob condição de manter o anonimato.

A visita de Gates ocorre num momento em que a Casa Branca tem de lidar com uma turbulência política sem precedentes no mundo árabe e busca reduzir seu envolvimento no Iraque, mais de oito anos depois da invasão do país, liderada pelos EUA e que levou à derrubada do presidente iraquiano Saddam Hussein.

Gates deve deixar o cargo de secretário da Defesa este ano.

A violência diminuiu substancialmente no Iraque desde 2006 e 2007, quando atingiu o pico, mas uma insurgência teimosa continua sendo capaz de realizar grandes atentados. Ainda na semana passada homens armados mataram quase 60 pessoas num ataque contra a sede de um conselho provincial.

Os contínuos ataques levantam dúvidas sobre se as forças iraquianas serão capazes de manter a segurança no país depois da retirada dos 47 mil soldados norte-americanos remanescentes, no fim de 2011. Há especulações de que o Iraque poderá pedir que as tropas dos EUA permaneçam por mais tempo no país.

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