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Se necessário, Obama falará contra Trump para defender "ideais"

Nos EUA, há uma tradição de que os ex-presidentes não comentam em geral o cenário político, deixando espaço para que o sucessor governe

Lima - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que não pretende se tornar um crítico constante do sucessor, Donald Trump. Obama reservou seu direito, porém, de falar contra eventuais políticas do republicano que na sua avaliação firam certos "valores ou ideias".

Nos Estados Unidos, há uma tradição de que os ex-presidentes não comentam em geral o cenário político, deixando espaço para que o sucessor governe. Obama disse que pretende seguir nessa linha em geral, lembrando inclusive a gentileza com que o ex-presidente George W. Bush o tratou durante a transição de poder.

Ao mesmo tempo, o presidente democrata disse que "como cidadão americano" que se importa "muito com nosso país", ele se vê no direito de "defender" os valores e ideais em que acredita.

O presidente dos EUA falou no domingo, em Lima. Obama já condenou as promessas de Trump de expulsar imigrantes muçulmanos, deportar milhões que vivem ilegalmente, desmontar a iniciativa de reforma no sistema de saúde conhecida como "Obamacare" e também tirar os EUA do acordo climático de Paris.

Num primeiro momento, Obama já indicou que não pretende ficar na arena pública. "Minha intenção é, certamente nos próximos dois meses, terminar minha tarefa", disse ele.

"E, depois disso, levar Michelle para umas férias, descansar um pouco, ficar com minhas meninas, escrever um pouco, pensar um pouco", comentou, durante a entrevista coletiva na capital do Peru. Obama viajou ao país para uma cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês).

Em seu último dia no Peru, Obama conversou brevemente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre a Ucrânia e a crise na Síria. Putin disse que, apesar da relação difícil de trabalho, sempre houve respeito pelas posições um do outro. O presidente russo agradeceu Obama e disse que ele é bem-vindo na Rússia "a qualquer hora".

Fonte: Associated Press.

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