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Rússia expressa preocupação com tensão no Oriente Médio, pede contenção e solução diplomática

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também encorajou cidadãos russos que residem em Israel e nos países vizinhos a acompanharem a imprensa e as recomendações do governo russo quanto ao tema.

Publicado em 14 de abril de 2024 às 13h08.

Última atualização em 14 de abril de 2024 às 13h08.

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O Ministério de Relações Exteriores da Rússia afirmou, em nota publicada neste domingo, 14, ver com "extrema preocupação" a escala da tensão no Oriente Médio no contexto do ataque iraniano com drones e mísseis a Israel no sábado, 13.

"Apelamos a todas as partes envolvidas no conflito pela contenção. Esperamos que os Estados regionais resolvam os problemas existentes por meios políticos e diplomáticos", disse.

O país de Vladimir Putin ressaltou ainda que, de acordo com o governo iraniano, os disparos contra Israel foram uma resposta a ataques contra instalações do Irã na região - entre eles o bombardeio à embaixada na Síria, em 1º de abril, "veementemente denunciado" pelo governo da Rússia.

A ação contra Israel estaria resguardada pelo direito à autodefesa estipulado previsto no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas. "Infelizmente, devido à posição adotada pelos seus membros ocidentais, o Conselho de Segurança da ONU não foi capaz de dar uma resposta adequada ao ataque à missão consular iraniana", completou em referência ao ataque na Síria, que é atribuído pelo Irã aos israelenses.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também encorajou cidadãos russos que residem em Israel e nos países vizinhos, principalmente na Jordânia, no Líbano e na Síria, a acompanharem a imprensa e as recomendações do governo russo quanto ao tema.

O que se sabe sobre o ataque do Irã a Israel?

O Irã enviou mais de 300 mísseis e drones para atacar o território de Israel no sábado. A ação iraniana foi uma retaliação ao bombardeio do consulado do país na Síria no último dia 1º de abril, que causou, entre outras, a morte do comandante da Guarda Revolucionária do Irã. As tensões entre o Irã e Israel aumentaram desde o início da guerra em Gaza, em outubro.

O país afirmou que o ataque a Israel foi em "legítima defesa" e citou o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas. A Missão Diplomática do Irã disse ainda que considera o assunto "encerrado" e advertiu para que os Estados Unidos fiquem longe da situação. Os iranianos afirmaram também que caso Israel decida revidar, a resposta do Irã será "mais severa".

Autoridades do Irã afirmaram ainda que notificaram países vizinhos que iria realizar os envios. Os drones demoraram horas até chegar ao alvo. Com isso, o Domo de Ferro israelense e aliados do país, como Estados Unidos e Reino Unido, interceptaram os projeteis quando sobrevoavam a Síria e a Jordânia. Israel disse que interceptou 99% dos mísseis e drones, sem graves consequências ao país.

Após os ataques, o G7, o Conselho de Segurança da ONU e o Gabinete de Guerra de Israel realizam reuniões neste domingo para discutir o conflito.

Com Estadão Conteúdo. 

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