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Rússia encontra valas com dezenas de corpos mutilados em Aleppo

A Rússia denunciou nos últimos meses o assassinato de vários civis que queriam deixar Aleppo através dos corredores humanitários

Aleppo: um general russo acrescentou que, "pelo visto, isto é só o começo" (Khalil Ashawi/Reuters)

Aleppo: um general russo acrescentou que, "pelo visto, isto é só o começo" (Khalil Ashawi/Reuters)

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EFE

Publicado em 26 de dezembro de 2016 às 09h51.

Moscou - A Rússia denunciou nesta segunda-feira ter encontrado valas comuns com dezenas de corpos mutilados e com disparos na cabeça em Aleppo, cidade síria libertada na semana passada pelo Exército sírio.

"Encontramos grandes valas comuns com dezenas de sírios que sofreram torturas selvagens e represálias. Muitos deles estão mutilados", disse Igor Konashenkov, porta-voz militar russo.

O general russo acrescentou que, "pelo visto, isto é só o começo".

"Os resultados da primeira inspeção dos bairros de Aleppo abandonados pela chamada oposição podem impressionar a muitos", afirmou.

Moscou denunciou nos últimos meses o assassinato de vários civis que queriam deixar Aleppo através dos corredores humanitários habilitados pelo Exército russo pelas mãos dos grupos armados que controlavam o leste dessa cidade.

Por sua vez, Konashenkov informou sobre o achado de sete armazéns com munição suficiente para armar vários batalhões de combatentes, e armamento pesado abandonado como tanques, canhões e plataformas de lançamento de mísseis.

Agora, os russos estão desminando as infraestruturas civis da cidade para facilitar o retorno de seus habitantes, já que os jihadistas colocaram minas por todas partes, incluídos carros e brinquedos.

O presidente russo, Vladimir Putin, felicitou na sexta-feira o líder sírio, Bashar al-Assad, pela libertação de Aleppo e pediu centre a partir de agora seus esforços no diálogo político com a oposição moderada.

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