Mundo

Rebeldes sírios rejeitam acordo entre Rússia e EUA

"Não vai haver um cessar-fogo" contra o regime, avisou líder do Exército Livre Sírio

Integrante do Exército Livre Sírio (ELS) manuseia arma: rebeldes rejeitaram acordo entre Rússia e Estados Unidos (REUTERS/Molhem Barakat)

Integrante do Exército Livre Sírio (ELS) manuseia arma: rebeldes rejeitaram acordo entre Rússia e Estados Unidos (REUTERS/Molhem Barakat)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de setembro de 2013 às 10h38.

Cairo - O chefe do Exército Livre Sírio (ELS), Salim Idris, rejeitou neste sábado o acordo alcançado entre Rússia e Estados Unidos para que Damasco coloque seu arsenal químico sob controle internacional e disse que os rebeldes continuarão sua luta contra o regime.

"Não estamos interessados em nenhuma parte da iniciativa porque nós não temos armas químicas. Meus colegas e eu continuaremos os combates até a queda do regime", prometeu Idris em entrevista coletiva concedida em Istambul, na Turquia, transmitida pelas televisões árabes.

O líder rebelde se queixou que o plano apresentado por Moscou para que Damasco deixe suas armas químicas sob supervisão internacional não fala do povo sírio nem do armamento convencional.

"É como se o sangue dos sírios fosse uma ponte para destruir só as armas químicas", queixou-se Idris. Para o líder, não é possível que um "criminoso entregue a ferramenta do crime e seja deixado livre".

"É preciso levar Assad (o presidente sírio, Bashar al Assad) para os tribunais internacionais", pediu. Além disso, Idris expressou sua desconfiança com a Rússia, país considerado "parceiro no assassinato dos sírios".

Para o dirigente rebelde, o plano é uma "estratégia para ganhar tempo e encontrar uma salvação para o regime criminoso".

Idris denunciou que nos últimos dias os rebeldes receberam informações de que as autoridades sírias estão transferindo armas químicas ao Líbano e ao Iraque para ganhar tempo.

Mas apesar de rejeitar o plano russo, aceito pelo governo sírio, o opositor assegurou que o ELS não vai obstaculizar o trabalho dos inspetores internacionais que vierem para a Síria para verificar o desmantelamento do arsenal químico.

"Facilitaremos seus movimentos, mas não vai haver um cessar-fogo", avisou. Idris explicou que a oposição armada não tem intenção de comparecer nas negociações com o regime em Genebra até conseguir "garantias de que Bashar e seu grupo criminoso não terão um lugar na Síria" no futuro. 

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPaíses ricosÁsiaEstados Unidos (EUA)EuropaGuerrasSíriaRússiaBashar al-Assad

Mais de Mundo

Secretário dos EUA sugere a cubanos que construam 'nova Cuba' proposta por Trump

Fifa monitora surto de Ebola no Congo antes da Copa do Mundo 2026

Irã ameaça ampliar guerra para além do Oriente Médio após Trump cogitar novos ataques

AIEA alerta para risco de liberação radioativa em ataques a usinas nucleares