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Rebeldes líbios receberam US$ 100 mi de ajuda internacional

Além do dinheiro de potências mundiais, opositores ganharam armas leves das Forças Armadas da França

Londres - Os rebeldes líbios receberam os primeiros 100 milhões de dólares dos fundos prometidos pelas potências internacionais no início de junho, segundo o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, enquanto as Forças Armadas da França confirmavam ter enviado armas leves aos insurgentes no começo de junho.

"Na última semana eles receberam os primeiros 100 milhões de dólares (70 milhões de euros) de fundos internacionais por meio do Mecanismo de Temporário de Financiamento", declarou o Hague numa audiência na Câmara dos Comuns nesta quarta feira, explicando que isso permitiria aos rebeldes comprar "combustíveis" e pagar "salários".

O Grupo de Contato, como é chamada a comissão integrada pelos países aliados na ofensiva contra o regime de Muammar Kadafi, aprovou no começo de junho em Abu Dhabi o financiamento e estabelecer este mecanismo para que o Conselho Nacional de Transição (CNT, aparato político da rebelião) pudesse receber.

Os rebeldes, que controlam o leste da Líbia, fizeram no último dia 14 um pedido aos países doadores que desbloqueiem urgentemente os fundos prometidos, afirmando não ter recebido nada desde que começaram a campanha contra Kadafi, em fevereiro.

Enquanto isso, o Estado-Maior das forças armadas da França confirmou, em Paris que aviões franceses jogaram, de paraquedas, armas leves aos rebeldes líbios no começo de junho nas montanhas de Yebel Nafusa, no sudeste de Trípoli.


Paris confirmou assim uma informação do jornal Le Figaro que citou "uma fonte francesa de alto escalão" quanto ao envio de lança-foguetes, rifles de assalto, metralhadoras e mísseis antitanques Milan.

No começo de junho, a situação humanitária era precária na região de Jabel Nafusa, afirmou o Estado-Maior das forças armadas. "Enviamos ajuda humanitária, mantimentos, água e material médico", informou à AFP o porta-voz do estado maior, coronel Thierry Burkhard.

"Durante as operações, a situação dos civis piorou. Enviamos também armas e meios que permitissem que eles pudessem se defender. Enviamos principalmente munições", detalhou.

Segundo o porta-voz, tratava-se de "armas que poderiam ser utilizadas por civis, sem treinamento militar, armamento leve de infantaria do tipo fuzil".

Uma fonte não oficial relacionada ao assunto havia confirmado antes à AFP que a França chegou a enviar, também de paraquedas, armas para as fronteiras terrestres dos países vizinhos. Segundo a mesma fonte, quarenta toneladas de armas teriam chegado nesta região, principalmente "alguns blindados leves".

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