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Quais os próximos passos para retirar brasileiros de Gaza após a abertura de Rafah?

Acordo permitiu saída de centenas de estrangeiros, mas brasileiros ainda precisam esperar liberação

Pessoas passam por portão na fronteira entre Gaza e Egito, na quarta, 1º
 (Mohammed Abed/AFP)

Pessoas passam por portão na fronteira entre Gaza e Egito, na quarta, 1º (Mohammed Abed/AFP)

Publicado em 1 de novembro de 2023 às 11h51.

Última atualização em 1 de novembro de 2023 às 11h54.

Autoridades brasileiras esperam retirar nos próximos dias o grupo de cerca de 30 brasileiros retidos na Faixa de Gaza em meio a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

À rádio CBN, o embaixador brasileiro no Egito, Paulino Franco de Carvalho Neto, disse que brasileiros devem deixar a Faixa de Gaza em até dois dias. Segundo o embaixador, um ônibus, medicamentos e alimentos já estão preparados para o transporte do grupo ao Egito, onde um avião da FAB aguarda para levá-los de volta ao Brasil. "Temos, agora, uma luz no fim do túnel", disse.

Um avião do governo brasileiro está no Cairo, capital do Egito, à espera dos brasileiros em Gaza, para trazê-los de volta ao Brasil.

Nesta quarta, 1º, um acordo entre Egito, Israel e o Hamas permitiu a saída de 450 estrangeiros com cidadania da Austrália, Áustria, Bulgária, Finlândia, Indonésia, Jordânia, Japão e República Tcheca, além de trabalhadores de entidades humanitárias.

Novas listas devem ser publicadas nos próximos dias e espera-se que os brasileiros possam estar nelas. O grupo de brasileiros está desde meados de outubro em casas alugadas pelo Itamaraty em Rafah e Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, à espera de uma definição na fronteira, fechada desde o início da guerra. O governo brasileiro tem feito apelos aos governos de Israel e do Egito para que os brasileiros possam ser retirados de Gaza.

Brasileiros em Gaza: grupo está hospedado em casa perto da fronteira com o Egito (Arquivo pessoal/Divulgação)

O Egito controla a única fronteira de Gaza que não tem limite com Israel, mas o posto de Rafah é submetido a rigorosos controles alfandegários e de pessoas. Após os atentados terroristas do Hamas no dia 7, o posto foi fechado e ninguém podia sair ou entrar no território palestino.

No fim de semana, após um acordo negociado com a ajuda do Catar e dos Estados Unidos, o posto foi aberto para a entrada de ajuda humanitária. Nesta quarta, além da saída de estrangeiros, ambulâncias também recolheram feridos em Gaza.

Retirada de brasileiros da Cisjordânia

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores anunciou que 33 brasileiros que estavam na Cisjordânia e haviam manifestado interesse na repatriação foram resgatados nesta quarta-feira. Brasileiros de 12 famílias -12 homens, 10 mulheres e 11 crianças- foram conduzidos em ônibus e vans alugados pela Representação Brasileira em Ramallah até a cidade de Jericó.

"Os veículos foram identificados com a bandeira do Brasil. Para fins de segurança, as placas, trajetos e listas de passageiros foram informados às autoridades da Palestina e de Israel", declarou o embaixador da Representação Brasileira em Ramala, Alessandro Candeas, em nota divulgada pelo Itamaraty.

Em Jericó, os brasileiros realizaram os processos de migração e foram direcionados para cruzar a fronteira com a Jordânia, onde embarcaram em outro ônibus e foram levados até a capital Amã. Lá embarcaram em uma aeronave do governo federal, com destino à Base Aérea de Brasília.

Com Estadão Conteúdo.

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