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Presidente português descarta eleições antecipadas

"Estou convencido de que Portugal é um país governável", declarou presidente português, Anibal Cavaco Silva


	Aníbal Cavaco Silva: "Interessa a Portugal ser um país normal na Europa, e na Europa da qual fazemos parte, é normal que as legislaturas cheguem até o final", ressaltou chefe de Estado
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Aníbal Cavaco Silva: "Interessa a Portugal ser um país normal na Europa, e na Europa da qual fazemos parte, é normal que as legislaturas cheguem até o final", ressaltou chefe de Estado (GettyImages)

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Da Redação

Publicado em 29 de outubro de 2013 às 16h54.

O presidente português, Anibal Cavaco Silva, rejeitou nesta terça-feira a possibilidade de organizar eleições legislativas antecipadas, considerando que Portugal é um "país governável" e que a coalizão de centro-direita concluirá seu mandato.

"Estou convencido de que Portugal é um país governável e que, apesar dos duros sacrifícios pedidos à população, os portugueses se mostraram extremamente responsáveis", declarou durante uma visita à periferia de Lisboa.

"Interessa a Portugal ser um país normal na Europa, e na Europa da qual fazemos parte, é normal que as legislaturas cheguem até o final", ressaltou o chefe de Estado.

"Do contrário, os mercados veriam Portugal como um país ingovernável", considerou.

O atual mandato legislativo deve terminar em outubro de 2015. Durante o momento mais difícil da crise política, em julho, o secretário-geral do Partido Socialista (PS), Antonio José Seguro, pediu em vão a convocação de eleições antecipadas.

Cavaco Silva propôs na época a realização de eleições antecipadas ao final do plano de resgate de 78 bilhões de euros a Portugal, em junho de 2014, com a condição de que o PS assinasse um pacto de "salvação nacional" para permitir a aplicação das medidas de austeridade exigidas pelos credores do país.

Mas os socialistas rejeitaram qualquer acordo com a coalizão no poder.

Nas pesquisas de intenção de voto o PS aparece como favorito, à frente do partido conservador do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, o PSD, e de seu companheiro de coalizão, o populista CDS.

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