Mundo

Presidente e premiê búlgaros advertem contra a xenofobia

Primeiro-ministro e o presidente da Bulgária fizeram um chamado contra a xenofobia, após incidentes em um país que acolhe um grande número de refugiados sírios

O primeiro-ministro da Bulgária, Plamen Oresharski: foi fundado um novo partido nacionalista, cujo programa proclama como objetivo "limpar o país do lixo dos imigrantes" (Thierry Charlier/AFP)

O primeiro-ministro da Bulgária, Plamen Oresharski: foi fundado um novo partido nacionalista, cujo programa proclama como objetivo "limpar o país do lixo dos imigrantes" (Thierry Charlier/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 12 de novembro de 2013 às 09h34.

Sófia - O primeiro-ministro e o presidente da Bulgária fizeram nesta terça-feira um chamado contra a xenofobia, depois de uma série de incidentes em um país que acolhe uma grande número de refugiados sírios.

"Nos últimos dias, assistimos incidentes alarmantes, ataques criminosos, incitação ao ódio e pedidos de expulsão de refugiados", afirmaram o chefe de governo Plamen Oresharski e o presidente Rosen Plevneliev.

"Estes atos são extremamente perigosos e inaceitáveis, e devem ser denunciados de forma categórica", afirmaram os dois, advertindo que esses incidentes danificam a imagem europeia do país, membro da União Europeia.

"As ajudas aos refugiados não afetarão as ajudas sociais para os cidadãos búlgaros, nem seus empregos, ou pensões", acrescentaram em uma declaração comum.

Em um dos últimos incidentes, um muçulmano búlgaro, que alguns skinheads tomaram por um imigrante, foi agredido em Sofia e agora está em coma.

Na semana passada, foi fundado um novo partido nacionalista, cujo programa proclama como objetivo "limpar o país do lixo dos imigrantes".

Acompanhe tudo sobre:EuropaImigraçãoCrime

Mais de Mundo

Após Trump recuar em tarifas, UE avalia retomar votação do acordo comercial com os EUA

Governo dos EUA apresenta plano de desenvolvimento da 'Nova Gaza'

China lidera ranking global de indústrias mais avançadas

Trump diz que os EUA estão negociando 'acesso ilimitado' à Groenlândia