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Presidente do Egito declara três meses de estado de emergência

Presidente egípcio disse que a medida serve para "proteger" e "preservar" o país, após atentados terroristas contra duas igrejas

Ataques terroristas no Egito: Atentados com explosivos deixaram pelo menos 44 mortos (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

Ataques terroristas no Egito: Atentados com explosivos deixaram pelo menos 44 mortos (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

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AFP

Publicado em 9 de abril de 2017 às 17h22.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, anunciou na noite deste domingo (9) um "estado de emergência por três meses", após os atentados com explosivos contra duas igrejas coptas, os quais deixaram pelo menos 44 mortos.

"Há uma série de procedimentos a seguir: em primeiro lugar, um estado de emergência de três meses", declarou o presidente com gesto grave, acrescentando que a medida será tomada para "proteger" e "preservar" o país.

O anúncio foi feito em uma entrevista coletiva no Palácio presidencial do Cairo, algumas horas depois do duplo ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI).

Segundo a Constituição egípcia, o chefe de Estado ainda deve submeter essa medida ao Parlamento, que tem uma semana para se pronunciar. Seu grupo político domina a Casa.

Al-Sissi dirige o país com mão de ferro desde a derrocada do islamita Mohamed Mursi em 2013, o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito.

 

 

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