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Premiê do Iraque pede que Curdistão anule referendo e dialogue

O premiê exigiu, ainda, que o Curdistão devolva os territórios sob administração da região autônoma

Haider Al Abadi: a realização do referendo prejudicou as relações entre a região autônoma e Bagdá (Eduardo Munoz/Reuters)

Haider Al Abadi: a realização do referendo prejudicou as relações entre a região autônoma e Bagdá (Eduardo Munoz/Reuters)

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EFE

Publicado em 27 de setembro de 2017 às 11h42.

Bagdá - O primeiro-ministro do Iraque, Haider Al Abadi, pediu nesta quarta-feira que as autoridades da região autônoma do Curdistão que anulem o referendo de independência, realizada na segunda-feira, e que comecem um diálogo com a Constituição como base.

"Se deve anular o referendo e entrar em um diálogo direto sob o marco da Constituição, e exigimos à região que suprima todas as consequências do referendo", disse Al Abadi durante um discurso no parlamento do Iraque.

A realização do referendo de autodeterminação do Curdistão iraquiano prejudicou as relações entre a região autônoma e Bagdá, que, em represália, exigiu assumir o controle do tráfego aéreo e das passagens terrestres, ameaçando realizar um bloqueio.

"A relação com a região do Curdistão é estabelecida pela Constituição. Por isso que não dialogaremos em absoluto sobre o resultado do referendo", afirmou o primeiro-ministro.

Al Abadi destacou que alertou as autoridades do Curdistão sobre a crise que o referendo poderia causar na região.

"Defenderemos os cidadãos curdos, como defenderemos os turcomanos, os cristãos e os árabes, tanto dentro como fora da região do Curdistão. Qualquer agressão contra um cidadão curdo é uma agressão contra todos nós", completou o premiê iraquiano.

Além disso, Al Abadi exigiu que o Curdistão devolva os territórios sob administração da região autônoma, uma referência às regiões cujo controle é disputado entre Erbil e Bagdá.

As regiões, entre as quais se destaca a rica cidade petroleira de Kirkuk, estão a província de Kirkuk, Ninawa e Diyala, administradas pelo Iraque e controladas de fato pelas forças de segurança curda, que expulsaram o Estado Islâmico da região.

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