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Poroshenko diz que há armistício, mas ainda falta a paz

"Ainda não é a paz, não é o fim da guerra, porque a guerra terminará quando for liberado até o último palmo do território ucraniano", advertiu o líder ucraniano


	Poroshenko: o cumprimento pleno do cessar-fogo possibilitou o começo da retirada de tanques e do armamento de calibre inferior a 100 mm da linha de separação de forças
 (Ukrainian Presidential Press Service/Mykola Lazarenko/Handout via Reuters)

Poroshenko: o cumprimento pleno do cessar-fogo possibilitou o começo da retirada de tanques e do armamento de calibre inferior a 100 mm da linha de separação de forças (Ukrainian Presidential Press Service/Mykola Lazarenko/Handout via Reuters)

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Da Redação

Publicado em 7 de outubro de 2015 às 09h00.

Kiev  O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou nesta quarta-feira que "finalmente" o armistício está sendo cumprido nas regiões orientais do país, mas advertiu que a guerra só terminará quando for liberado "até o último palmo do território ucraniano".

"Hoje completam os primeiros sete dias de outubro de 2015. É uma semana em que na frente finalmente se estabeleceu um regime de silêncio. Não houve um só disparo", disse o chefe do Estado em um discurso na Universidade Militar Taras Shevchenk, em Kiev.

Nas regiões de Donetsk e Lugansk, que estão em parte controladas pelos rebeldes separatistas pró-Rússia, se conseguiu um verdadeiro armistício, e não uma mera trégua.

"Ainda não é a paz, não é o fim da guerra, porque a guerra terminará quando for liberado até o último palmo do território ucraniano", advertiu o líder ucraniano.

O cumprimento pleno do cessar-fogo possibilitou o começo da retirada de tanques e do armamento de calibre inferior a 100 mm da linha de separação de forças.

Este processo já se realiza na região de Lugansk e em duas semanas começará no front de Donetsk.

Os avanços para a solução do conflito, acordo assinado em fevereiro deste ano em Minsk não se limitam unicamente aos aspectos militares.

Ontem, as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) aceitaram adiar até ano que vem as eleições locais marcadas para os próximos 18 de outubro e 1º de novembro, respectivamente.

"As eleições ilegais que ameaçavam ao reatamento dos combates e à morte dos Acordos de Minsk foram canceladas. Isto abre para o Donbass (região geopolítica que inclui Donetsk e Lugansk) o caminho outra vez para a Ucrânia", reagiu Poroshenko à decisão dos separatistas.

O líder ucraniano destacou que os territórios controlados pelas milícias deverão realizar eleições locais "de acordo com a legislação ucraniana, sobre a base dos padrões da OSCE e, certamente, sem tropas de ocupação".

Mas também a Ucrânia, em virtude dos acordos alcançados na semana passada em Paris por Ucrânia, Rússia, França e Alemanha, deve adiar até ano que vem as eleições locais convocadas para 25 de outubro em todo o país.

A Ucrânia deve agora aprovar uma nova lei eleitoral após consultar seus termos com as duas regiões sublevadas, parte da negociação do grupo de Minsk, que inclui representes da Ucrânia, da Rússia, da OSCE e os separatistas.

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