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PMDB recruta licenciado para garantir mínimo de R$ 545

Numa tentativa de aumentar o placar pró-governo na votação do mínimo, PMDB convoca afastados temporariamente de seus cargos

Henrique Alves, líder do PMDB, convocou licenciados (Wilson Dias/AGÊNCIA BRASIL)

Henrique Alves, líder do PMDB, convocou licenciados (Wilson Dias/AGÊNCIA BRASIL)

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Da Redação

Publicado em 16 de fevereiro de 2011 às 15h40.

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Brasília - Num esforço para inflar os votos favoráveis da bancada ao governo, o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), recrutou parlamentares licenciados para participarem da votação do salário mínimo, agendada para a sessão extraordinária que está ocorrendo hoje. Dos 78 votos peemedebistas, Alves espera garantir no mínimo 60 pelo mínimo de R$ 545.

Secretários de Estado do Rio de Janeiro, Leonardo Picciani e Pedro Paulo afastaram-se temporariamente de seus cargos e reassumiram os mandatos para participarem da votação de hoje. Alves contava, ainda, com o retorno de Luiz Pitiman, mas ele não conseguiu se desincompatibilizar a tempo da secretaria de governo do Distrito Federal.

Em reunião com a bancada na manhã de hoje para debater a reforma política, o vice-presidente Michel Temer fez um apelo para que os peemedebistas votem unidos a favor do governo. "Não quero influenciar o voto de ninguém, mas gostaria que déssemos uma demonstração de unidade do partido", pediu Temer.

Ele ponderou que neste momento o PMDB tem uma posição a favor do governo e no futuro, poderá ter uma posição contrária. Ressaltou no entanto, que a votação majoritária do partido a favor do mínimo de R$ 545 refletirá "o poder e a força política do PMDB e de sua bancada", concluiu.

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