Mundo

Palocci tenta afastar pecha de homem forte do governo

O ministro da Casa Civil Antonio Palocci fez de tudo para escapar do rótulo de capitão do time, que marcou a gestão de José Dirceu

"Tenham-me como um de vocês, um da equipe, um do time", afirmou Antonio Palocci (Antonio Cruz/AGÊNCIA BRASIL)

"Tenham-me como um de vocês, um da equipe, um do time", afirmou Antonio Palocci (Antonio Cruz/AGÊNCIA BRASIL)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de janeiro de 2011 às 08h52.

Brasília - Na tentativa de desconstruir a imagem de homem forte do governo Dilma Rousseff, Antonio Palocci Filho assumiu ontem a chefia da Casa Civil com um discurso pontuado por doses de humildade. Na cerimônia de sua posse, prestigiada por ministros, governadores, parlamentares, dirigentes do PT e empresários, Palocci fez de tudo para escapar do rótulo de capitão do time, que marcou a gestão de José Dirceu - ausente na solenidade de ontem -, e de conselheiro da presidente.

“Tenham-me como um de vocês, um da equipe, um do time. Meu esforço será o de expressar adequadamente as determinações da presidenta Dilma para construir com vocês os melhores desenhos sobre os programas prioritários do governo.”

Apesar das evidências de que vai cuidar da articulação política do governo nas grandes questões, deixando para a Secretaria de Relações Institucionais o varejo das negociações com deputados e senadores, Palocci negou essa tarefa. “Conte sempre com meu apoio, meu caro Luiz Sérgio, mas a bola é toda sua”, insistiu ele, dirigindo-se ao chefe das Relações Institucionais.

Embora a Casa Civil tenha perdido funções executivas, a pasta está longe da desidratação. Ao contrário: apesar de seu esforço em parecer que tem menos poder do que tem, Palocci é o mais importante auxiliar de Dilma. Até agora, a Casa Civil perdeu a gerência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida, transferidos para o Planejamento.

A Secretaria da Administração, espécie de “prefeitura” do Planalto foi remanejada para a Secretaria-Geral da Presidência. O Sistema de Proteção da Amazônia foi deslocado para a Defesa e o Arquivo Público Nacional voltou para a Justiça. Tudo, porém, feito com o aval de Palocci. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:PT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilGoverno DilmaPartidos políticosPolítica

Mais de Mundo

Pivô de crise diplomática, Perez é aprovado pelo Senado dos EUA para embaixada no Brasil

Trump anuncia tarifa de 15% sobre insumo essencial para painéis solares

Entenda o acordo sobre o Estreito de Ormuz discutido por Irã, Omã e EUA

O que diz a lei de Milei que levou milhares às ruas na Argentina