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Oposição e governo denunciam mais 2 mortes na Venezuela

Um funcionário público e um estudante morreram em incidentes supostamente relacionados com protestos que ocorrem na Venezuela


	Manifestantes durante confronto com a polícia na Venezuela: governo acusa a oposição pela violência, que por sua vem denuncia excessos na repressão
 (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Manifestantes durante confronto com a polícia na Venezuela: governo acusa a oposição pela violência, que por sua vem denuncia excessos na repressão (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 19 de março de 2014 às 11h26.

Caracas - Um funcionário público municipal morreu em Caracas e um estudante perdeu a vida no estado de Táchira em incidentes supostamente relacionados com os protestos que há mais de um mês ocorrem na Venezuela, informaram nesta quarta-feira as autoridades.

O prefeito do município caraquenho Distrito Libertador, o chavista Jorge Rodríguez, denunciou pelo Twitter que o funcionário Francisco Rosendo Marín foi "assassinado por terroristas" em Montalbán, no oeste de Caracas, quando estava desfazendo uma barricada.

"Francisco cumpria com seu trabalho de manter a paz quando foi emboscado por animais. Vamos encontrá-los ainda que se escondam sob as pedras", afirmou Rodríguez.

Além disso, na cidade de San Cristóbal, capital do estado de Táchira, as autoridades confirmaram hoje a morte do estudante Anthony Rojas após ser baleado por grupos armados que tentavam dispersar um protesto no município.

Rojas, de 18 anos, encontrava-se ontem à noite perto de uma barricada com um grupo de amigos quando um grupo armados em motos, supostamente ligados ao chavismo e conhecidos no país como coletivos, abriram fogo, disse à Agência Efe um porta-voz do prefeito de San Cristóbal, o opositor Daniel Ceballos.

Desde que em 12 de fevereiro uma marcha em Caracas terminou em incidentes que deixaram três mortos, a Venezuela vem sendo cenário de manifestações diárias contra o governo, algumas pacíficas e outras que terminam em episódios violentos.

O balanço oficial é até agora de 29 mortos e centenas de feridos. O governo acusa a oposição pela violência, que por sua vem denuncia excessos na repressão às manifestações e ações dos "coletivos".

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