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Número de mortos em terremoto na Colômbia sobe para 294

Balanço das autoridades também aponta 320 desaparecidos e 3.935 feridos após o tremor de magnitude 7,4 registrado na segunda-feira

Terremoto na Colômbia: Membros do exército israelense chegam a um prédio que desabou para prestar assistência (Raul ARBOLEDA / AFP)

Terremoto na Colômbia: Membros do exército israelense chegam a um prédio que desabou para prestar assistência (Raul ARBOLEDA / AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 12h34.

O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira, 10, subiu para 294, segundo balanço divulgado neste sábado, 15, pela Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD).

O novo balanço representa seis mortes a mais em relação aos dados divulgados na sexta-feira.

Veja os principais números do terremoto na Colômbia:

  • 294 mortos — seis a mais que no balanço anterior;
  • 320 desaparecidos;
  • 3.935 feridos;
  • 353 pessoas resgatadas;
  • 54.008 famílias afetadas, equivalentes a 115.461 pessoas;
  • 14.493 casas destruídas e 81.506 danificadas;
  • 241 centros de saúde, 2.612 estabelecimentos de ensino e 3.621 centros comunitários afetados;
  • 298 vias, 59 aquedutos, 44 pontes rodoviárias, cinco pontes de pedestres e cinco aeroportos afetados;
  • 188 animais resgatados e 578 afetados pelo terremoto.
O número de casas destruídas passou de 12.504 para 14.493, enquanto outras 81.506 sofreram danos.

Segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC), o terremoto de magnitude 7,4 foi o mais forte registrado no país neste quarto de século. O epicentro foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, na região do Pacífico colombiano.

O tremor também afetou os departamentos de Caldas, Quindío e Risaralda, além de Valle del Cauca e outras áreas do país.

Até a noite de sexta-feira, o SGC havia registrado 256 réplicas do terremoto, sendo 17 com magnitude superior a 3,0 e duas acima de 4,0.

Por que a Colômbia tem alta atividade sísmica?

A Colômbia está sobre o encontro de três placas tectônicas: a placa Sul-Americana, sobre a qual está a parte continental do país; a placa de Nazca, sob as ilhas de Gorgona e Malpelo; e a placa do Caribe, sob San Andrés e Providencia.

A interação entre essas placas e, em alguns pontos, o mergulho de uma sob a outra, acumula e libera grandes quantidades de energia. A proximidade com o Cinturão de Fogo do Pacífico, região de intensa atividade sísmica e vulcânica, também contribui para o risco de terremotos.

Segundo John Makario Londoño, diretor técnico de Geoameaças do Serviço Geológico Colombiano, o país registra pelo menos 2.500 pequenos tremores por mês.

A Colômbia também abriga o chamado “ninho sísmico” em Santander, região onde terremotos ocorrem com frequência.

Impacto do terremoto

Os departamentos mais afetados registraram danos em imóveis, infraestrutura e serviços. Em Cali, ao menos 20 estruturas foram destruídas, com pessoas ainda presas em seu interior, segundo as informações divulgadas.

As regiões atingidas também enfrentaram falhas de comunicação. Moradores relataram falta de eletricidade, interrupções no sinal de celular e danos dentro das casas.

Em Quibdó, capital de Chocó, um prédio desabou. A governadora do departamento, Nubia Carolina Córdoba, também relatou feridos e danos graves a edificações na região.

O terremoto também levou ao adiamento das partidas restantes da quarta rodada do campeonato colombiano de futebol.

O tremor foi sentido ainda em países vizinhos, incluindo Quito, no Equador, além de províncias do Panamá e regiões da Venezuela.

O vice-presidente colombiano, José Manuel Restrepo, deve visitar neste sábado municípios do norte de Valle del Cauca e de Risaralda que estão entre os mais afetados pelo terremoto.

(Com EFE)

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