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Número de mortos em protestos na Venezuela sobe para 48

Protestos contra Maduro começaram em abril e já deixaram centenas de feridos. Oposição exige a saída antecipada do presidente e eleições gerais

Protestos em Caracas, na Venezuela (Christian Veron/Reuters)

Protestos em Caracas, na Venezuela (Christian Veron/Reuters)

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AFP

Publicado em 21 de maio de 2017 às 13h31.

Um jovem de 23 anos morreu na noite deste sábado após ser baleado durante um protesto contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, aumentando para 48 o número de mortos nas manifestações, segundo a Promotoria.

A morte ocorreu na cidade de Valera, estado de Trujillo, onde acontecia uma mobilização contra o governo.

"Supostamente, teriam chegado ao local pessoas armadas, que atiraram em várias oportunidades contra o grupo de manifestantes. Neste momento, Edy Alejandro Aguilar foi baleado no peito", assinala um boletim do Ministério Público, que abriu uma investigação.

A oposição organizou ontem mobilizações que reuniram multidões em Caracas e vários estados exigindo eleições gerais para a saída antecipada de Maduro, que, em locais como Táchira, Trujillo, Mérida e nos arredores de Caracas, terminaram em confrontos entre manifestantes, policiais e militares.

Em Caracas, o responsável por Chacao (leste), Ramón Muchacho, reportou 46 feridos, enquanto nos arredores da capital, em San Antonio de los Altos, o governador de Miranda, Henrique Capriles, confirmou que um jovem foi baleado e permanecia em situação estável.

Devido aos disparos em Valera, acrescentou a Promotoria, também ficaram feridos um jovem de 18 anos e uma mulher de 50.

Os protestos contra Maduro começaram em 1º de abril e já deixaram centenas de feridos e mais de 2,2 mil detidos.

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